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Brasil/Mundo

Líderes negros denunciam racismo sistêmico na principal clínica de aborto dos EUA

Democratas e republicanos assinam o documento que mostra que mais negros são mortos pelo aborto, mesmo sendo minoria no país

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Mais de 120 líderes negros americanos de ambos os partidos assinaram um documento dirigido à Planned Parenthood, principal clínica de abortos dos EUA, acusando a entidade de promover o racismo sistêmico.

Fundada por Margaret Sanger, a clínica sempre teve viés eugenista, por considerar que mulheres negras e pobres não deveria ter filhos, colocando suas clínicas em bairros negros para induzir as gestantes a tirarem seus filhos.

“Hoje, estamos dizendo de forma enfática e inequívoca que a Paternidade planejada deve confrontar sua fundação, missão e práticas racistas. Muitas vidas negras foram perdidas no aborto. Todas as vidas dos negros importam”, diz a carta assinada por republicanos e democratas negros.

Entre as personalidades que assinam a carta temos a senadora do estado de Louisiana Katrina Jackson, o representante do estado da Geórgia Mack Jackson e a comissária do condado de Kent, em Michigan, Monica Sparks, todos democratas. Os signatários republicanos negros incluem o procurador-geral de Indiana Curtis Hill e o representante do estado do Texas, James White. O presidente da Heritage Foundation, Kay Coles James, do Think Tank Conservador, o ex-astro da NFL Benjamin Watson e o ativista pró-vida Alveda King, sobrinha de Martin Luther King Jr..

A questão racial é tão forte na indústria do aborto que mesmo sendo apenas 13% da população feminina, as mulheres negras dos EUA representam 365 de todos os abortos, como diz a carta endereçada ao presidente interino da Planned Parenthood, Alexis McGill.

“As mulheres negras têm cinco vezes mais probabilidade do que as brancas de fazer um aborto. Em algumas cidades, como Nova York, mais crianças negras são abortadas a cada ano do que nascem vivas”, diz o documento.

“Isto não é um acidente. Em todo o país as instalações cirúrgicas da Planned Parenthood têm como alvo as comunidades minoritárias para o aborto. Na verdade, 79% das clínicas estão localizadas em ou perto de comunidades negras. A Planned Parenthood pode realmente afirmar que cuida da vida dos negros enquanto permanece cúmplice na busca por mulheres negras grávidas?”, questiona a carta.

As questões raciais seguem promovendo um grande debate na comunidade dos EUA, ela não está ligada apenas à questão de justiça criminal e tem passado por outras questões e o aborto é uma delas.

O texto afirma com todas as palavras de Margaret Sanger, idealizadora e fundadora da clínica, tem uma “visão racista e eugenista” por usar o aborto e a contracepção para eliminar as populações minoritárias.

 

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