A responsabilidade dos evangélicos na defesa dos judeus

Aos domingos, milhões de cristãos ao redor do mundo abrem suas Bíblias em cultos para estudar ou ler sobre os judeus — ou sobre um judeu que revolucionou a história e mudou o calendário ocidental – Jesus.

Hoje, diante de nossos olhos, testemunhamos uma das maiores ondas de antissemitismo desde o nazismo, atingindo especialmente o Oriente Médio, a Europa, os Estados Unidos e o Brasil. Judeus estão sendo atacados nas ruas, sinagogas invadidas, crianças e escolas judaicas violentadas, e vidas ceifadas simplesmente por sua identidade.

O governo brasileiro rompeu laços com Israel, isolando ainda mais os judeus, que vivem em alerta diante dessa onda crescente de ódio.

Há uma clara dissonância entre a política brasileira e os evangélicos. Uma pesquisa da StandWithUs, conduzida pela AtlasIntel sob a liderança de André Lajst e Sabrina Abreu, revelou que 58,5% dos evangélicos brasileiros apoiam majoritariamente Israel.

A igreja brasileira precisa se posicionar diante dessa calamidade moral e espiritual que assola nosso país. A história nos ensina: na Alemanha, após os pogroms, a Noite dos Cristais e o Holocausto, a política interna Alemã levou o mundo ao colapso da Segunda Guerra Mundial.

O apóstolo Paulo, em Romanos, explica que o destino de Israel e da comunidade judaica reflete diretamente sobre os gentios. Ambos estão ligados: um precisa do outro.

Ezequiel 37, no vale dos ossos secos, descreve a restauração política e espiritual de Israel de forma gradual, culminando na septuagésima semana de Daniel, quando os remanescentes judeus estabelecerão o reino milenar, cumprindo as alianças Abraâmica, Davídica e da Terra (Palestina).

A restauração de Israel repercute nas nações. Desde 1948, a comunidade judaica tem vivido uma grande restauração e colecionado inúmeras vitórias, ainda que a um custo altíssimo de sangue.

Os profetas Jeremias, Isaías, Ezequiel, Daniel, Zacarias, Amós e outros anunciaram que Deus reuniria os judeus da diáspora em Israel e, em seguida, estabeleceria o reino davídico com a vinda do Messias.

Esse reino milenar será marcado por harmonia, prosperidade e paz entre Israel, Jerusalém, os judeus e as nações gentílicas, sob o domínio do Messias — de Jerusalém para o mundo.

Segundo os livros de Daniel, Jeremias e Apocalipse, esse reino surgirá após um período de sete anos (2520 dias), considerando um calendário lunar de 360 dias e o Armagedom, marcado por intensos conflitos, guerras, pragas e grande mortandade.

Oremos por Israel e pelo povo judeu. Aqueles que podem dar um passo além, que o façam com coragem e fé. A Igreja não pode — e não deve — abandonar os judeus.