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Política

Pesquisa diz que bancada evangélica seria menor se igreja pagasse imposto

Após uma igreja ser aberta, candidatos evangélicos tiveram mais votos, diz o estudo

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De acordo com uma pesquisa proposta por dois economistas, da USP e do Insper, o número de igrejas evangélicas no país e a quantidade de parlamentares cristãos estão ligadas.

Ainda de acordo com esses estudiosos, o crescimento das igrejas está totalmente ligado à isenção de impostos garantidas pela Constituição Federal.

“Eleição a eleição, a gente vê um aumento da bancada evangélica. Esse aumento tem a ver, sim, com a expansão geográfica dos templos, que por sua vez está ligada aos incentivos fiscais”, diz o professor da USP Raphael Corbi, que assim com Fábio Sanches, do Insper, a pesquisa ‘A Economia Política do Pentecostalismo: Uma Análise Estrutural Dinâmica’.

Usando os dados fornecidos pelas igrejas à Receita Federal, o estudo viu que o número de igrejas seria de até 74% menor se pagassem mais impostos como as atividades comerciais em geral.

Cruzando os dados, os pesquisadores mediram a variação de votos que os candidatos da bancada tiveram em momentos anteriores ou posteriores à abertura de uma igreja em determinada região. Dessa forma, observaram que, após uma igreja ser aberta, candidatos desse grupo têm a participação nos votos subir de 2% a 3%.

O estudo diz que a abertura de igrejas católicas não interferem na política, mas que a abertura de igrejas evangélicas sim influenciam nesse sentido.

Isenção de impostos é revertida em serviços

Para o site Terra, o coordenador da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), disse que as igrejas prestam uma série de serviços sociais às comunidades onde estão instaladas.

“Elas fazem o que o Estado não faz.” Por isso, na avaliação dele, a isenção fiscal garantida pela Constituição é revertida em serviços.

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