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Opinião

Lição 4 – [DINÂMICA] A Estrutura da Bíblia – Saiba a diferença entre o antigo e novo testamento

Uma vez que você tenha uma ideia geral das principais divisões e período de tempo da Bíblia, você terá uma melhor base para começar a entender sua mensagem.

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Introdução

 É muito útil conhecer a estrutura de um livro e como ele está organizado, especialmente com um livro longo e importante como a Bíblia. Ter uma ideia geral de como a Bíblia está estruturada pode ajudá-lo a se orientar e evitar que você se sinta perdido. Uma vez que você tenha uma ideia geral das principais divisões e período de tempo da Bíblia, você terá uma melhor base para começar a entender sua mensagem.

Este o tema de nossa 4ª lição sobre a Supremacia das Escrituras. (Confira abaixo Vídeo e Texto Escrito)

Inicialmente, se você abrir o índice em sua Bíblia, você notará que a Bíblia contém 66 livros individuais. 39 desses livros são os chamados livros do Antigo Testamento, e 27 são os livros do Novo Testamento. Enquanto a Bíblia conta uma única meta-narrativa sobre a salvação da humanidade pelo Deus Trino, esta história é contada ao longo de um período de 1600 anos através das lentes de 40 autores diferentes que foram inspirados por Deus.

Grandes estudiosos da teologia bíblica já ressaltaram que que a unidade existente entre esses dois testamentos da Bíblia está sob o aspecto da Pessoa de Jesus Cristo, que declarou ser o tema unificador da Bíblia. Assim Cristo se esconde no Antigo Testamento e é desvendado no Novo.

Como bem apontou o mestre pastor Antonio Gilberto, temos na estruturação da Bíblia um de seus grandes milagres. São diversos escritores pertencentes às mais variadas profissões e atividades, viveram e escreveram       em países, regiões e continentes distantes uns dos outros, em épocas e condições diversas, entretanto, seus escritos formam uma harmonia perfeita. Isto prova que um só os dirigia no registro da revelação divina: Deus.

A canonicidade da Bíblia

A palavra  cânon  vem da palavra grega  kanôn , que basicamente significa “junco” ou “cana”. Mais tarde, assumiu o significado de “regra” ou “padrão”, uma vez que uma cana dura era usada para medir. Este foi o significado da palavra quando Paulo diz em Gálatas 6:16: “E todos quantos andarem de acordo com esta regra [isto é, cânon], paz esteja com eles e misericórdia”. O cânon aqui se refere às regras de fé que Paulo estabeleceu – ou seja, justificação pela fé somente. E novamente em Filipenses 3:16, “andemos pela mesma regra [cânon], pensemos na mesma coisa”.

Historicamente, a palavra  cânon  é usada para se referir a uma lista de livros, que são reconhecidos  pelos crentes como inspirados por Deus. Observe a sutil diferença entre esta definição e a errônea: “é uma lista de livros oficialmente declarados  inspirados por Deus”. A Igreja não declarou a inspiração de nenhum livro. Ela simplesmente reconheceu a inspiração disso. A Bíblia é uma coleção de livros autorizados, ao invés de uma coleção oficial de livros. Em 364 d.C., o Concílio de Laodicéia ordenou que somente os livros canônicos deveriam ser lidos na Igreja – ou seja, os livros do Antigo e do Novo Testamento. O conselho não carimbar um  imprimateur em qualquer um dos livros para dizer: “a igreja declara que o livro é inspirado”. A inspiração foi reconhecida e os livros considerados canônicos. A palavra  cânon  é, portanto, usada pela Igreja para denotar o padrão divinamente autorizado, ao qual tudo está sujeito e pelo qual tudo deve ser testado.

 

Antigo e o Novo Testamento

 

A palavra testamento vem do termo grego “diatheke”, e significa: a) Aliança ou concerto, e b) Testamento, isto é, um documento contendo a última vontade de alguém quanto à distribuição de seus bens, após sua morte. Esta é a palavra empregada no Novo Testamento, como por exemplo em Lucas 22.20. No Antigo Testamento, a palavra usada é “berith” que significa apenas concerto. O duplo sentido do termo grego nos mostra que a morte do testador (Cristo) ratificou ou selou a Nova Aliança, garantindo-nos toda a herança com Cristo (Rm 8.17; Hb 9.15-17).

O título Antigo Testamento foi primeiramente aplicado aos 39 livros das Escrituras hebraicas, por Tertuliano, e Orígenes.

Na primeira divisão principal da Bíblia, temos o Antigo Concerto (também chamado pacto, aliança), que veio pela Lei, feito no Sinai e, selado com sangue de animais (Êx 24.3- 8; Hb 9.19,20). Na segunda divisão principal (o NT), temos o Novo Concerto, que veio pelo Senhor Jesus Cristo, feito no Calvário e selado com o seu próprio sangue (Lc 22.20; Hb 9.11-15). É pois um concerto superior.

 

O Antigo Testamento

 

Tem 39 livros, e foi escrito originalmente em hebraico, com exceção de pequenos trechos que o foram em aramaico. O aramaico foi a língua que Israel trouxe do seu exílio babilônico. Há também algumas palavras persas. Seus 39 livros estão classificados em 4 grupos, conforme os assuntos a que pertencem: LEI, HISTÓRIA, POESIA, PROFECIA. O grupo ou classe poesia também é conhecido por devocional.

A classificação dos livros do AT, por assunto, vem da versão Septuaginta, através da Vulgata, e não leva em conta a ordem cronológica dos livros, o que, para o leitor menos avisado, dá lugar a não pouca confusão, quando procura agrupar os assuntos cronologicamente. Na Bíblia hebraica (que é o nosso AT), a divisão dos livros é bem di- ferente.

 

O Novo Testamento

 

Tem 27 livros. Foi escrito em grego; não no grego clássico dos eruditos, mas no do povo comum, chamado Koiné. Seus 27 livros também estão classificados em 4 grupos, conforme o assunto a que pertencem: BIOGRAFIA, HISTÓRIA, EPÍSTOLAS, PROFECIA. O terceiro grupo é também chamado DOUTRINA.

Os livros do Novo Testamento também não estão situados em ordem cronológica, pelas mesmas razões expostas ao tratarmos do Antigo Testamento.

Algumas particularidades acerca da Bíblia.

 Antes, ela não era dividida em capítulos e versículos. A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250, pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita de duas vezes. O AT em 1445, pelo Rabi Nathan; o NT em 1551, por Robert Stevens, um impressor de Paris. Stevens publicou a primeira Bíblia (Vulgata Latina) dividida em capítulos e versículos em 1555.

O tema central da Bíblia

Embora composta de livros de diversos tamanhos e estilos literários, a Bíblia traz uma só narrativa que pode ser simplificada na seguinte sequência: criação, queda, redenção e consumação.

Criação: Deus criou todas as coisas perfeitas (Gênesis 1 e 2);

Queda: Os seres humanos (incluindo eu e você) se rebelaram contra Deus e trouxeram o pecado e a decadência ao mundo (Gênesis 3);

Redenção: Deus traz salvação ao homem pecador por meio de Cristo;

Consumação: Quando Jesus, nosso Senhor voltar, restaurará definitivamente todas as coisas.

 

Bibliografia:

Pearlman, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia / Tradução: Lawrence Olson : Editora Vida, 2006. Severa, Zacarias. 1940.

Berkhof, Louis. Teologia Sistemática. 1ª Edição. Publicado por Luz para o Caminho. 1990

Gilberto, Antônio. A Bíblia através dos séculos – a história e formação do Livro dos livros. 15ª Edição. Rio de Janeiro-RJ. 2004.

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