Silêncio de Lula: três dias sem nota sobre o assassinato de Charlie Kirk

Brasília — Três dias após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk durante um evento na Utah Valley University, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não divulgaram nota, pronunciamento ou mensagem nas páginas oficiais consultadas. A morte ocorreu na quarta-feira, 10 de setembro, e um suspeito de 22 anos foi detido pelas autoridades dos EUA na sexta-feira (12).

A ausência de posicionamento contrasta com ocasiões em que o governo brasileiro se manifestou rapidamente após mortes de figuras públicas no exterior. Até 13 de setembro, não há registro sobre o caso nas seções de Notícias/Notas do portal do Planalto nem em canais institucionais do MRE verificados pela reportagem.

O crime provocou vigílias e atos em várias cidades. Em Londres, protestos de massa reuniram milhares e mobilizaram grande efetivo policial; a morte de Kirk foi citada em discursos e cartazes. Houve atos e vigílias também em outros países, com repercussão entre lideranças políticas e movimentos conservadores.

Nos Estados Unidos, a viúva Erika Kirk afirmou que a Turning Point — organização fundada por Kirk — prosseguirá com a agenda, e agradeceu às autoridades pela prisão do suspeito. Relatos da imprensa norte-americana indicam que o tiro que matou o ativista partiu de longa distância; investigações seguem em curso.