Shalom Brasil mede opinião dos paulistanos sobre judeus
A repórter Lilian Hollender, do programa Shalom Brasil, percorreu as ruas de São Paulo para ouvir como os moradores enxergam a comunidade judaica.
Os resultados dialogam com o Relatório sobre o Antissemitismo no Brasil – Panorama Atual (2025) e Tendências, produzido pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), que aponta dados preocupantes:
- 28% consideram legítima a ideia de que judeus concentram poder excessivo em áreas como finanças e mídia;
- 37% acreditam que judeus, em geral, alcançam maior prosperidade econômica do que outras pessoas;
- 26% validam a preocupação com o suposto poder do chamado “lobby sionista”.
Segundo Hollender, esses estereótipos têm origem histórica na Rússia Czarista, com a publicação dos Protocolos dos Sábios de Sião, documento forjado para incitar ódio contra judeus. Apesar de sua falsidade, tais ideias continuam circulando em 2026.
O relatório da Conib também registrou, em 2025, 115.970 menções antissemitas, com alcance estimado de mais de 66 milhões de pessoas.
O cenário reforça a necessidade de monitoramento constante e de estratégias eficazes para conter a propagação do antissemitismo, especialmente nos ambientes digitais.
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