Por que a Assembleia de Deus se tornou a maior denominação do Brasil? Comentarista da CPAD responde

O pastor e teólogo José Gonçalves, conhecido comentarista das Lições Bíblicas da CPAD e uma das vozes mais respeitadas do meio assembleiano, publicou um texto em que analisa os fatores que levaram a Assembleia de Deus a se tornar a maior denominação evangélica do Brasil.

Em sua reflexão, o autor destaca cinco elementos fundamentais que, segundo ele, formaram a base do crescimento extraordinário da igreja no país: oração, evangelismo fervoroso, experiência pentecostal, valorização dos leigos e ensino bíblico sistemático.

1. A centralidade da oração

O primeiro pilar apontado por José Gonçalves é a oração. Segundo ele, as Assembleias de Deus nasceram em um ambiente de intensa vida de oração.

“Vigílias, círculos de oração, jejuns e reuniões domésticas criaram uma espiritualidade profunda e participativa. A oração não era apenas uma prática litúrgica, mas a força motriz da igreja”, escreveu o pastor.

Para ele, a denominação nunca tratou a oração como um mero ritual, mas como o combustível espiritual que impulsionou todas as demais atividades.

2. O evangelismo fervoroso e missionário

O segundo fator listado é o evangelismo constante e apaixonado. José Gonçalves lembra que a igreja cresceu porque nunca parou de pregar o evangelho.

“Cultos ao ar livre, visitas de casa em casa, distribuição de folhetos, pontos de pregação e envio de obreiros para regiões distantes fizeram com que o evangelho alcançasse sertões, periferias e lugares esquecidos do Brasil”, destacou.

A disposição de ir aonde ninguém queria ir — e de enviar missionários para os rincões mais remotos do país — foi, segundo ele, um diferencial decisivo.

3. A experiência pentecostal

O terceiro pilar é a ênfase pentecostal. José Gonçalves afirma que a experiência com o batismo no Espírito Santo, os dons espirituais e a atuação sobrenatural de Deus tornaram o culto assembleiano “vivo e experiencial”.

“Muitas pessoas não encontravam apenas uma religião, mas uma experiência transformadora com Deus”, escreveu.

Para o comentarista, essa dimensão sobrenatural atraiu multidões que buscavam algo além de rituais frios ou doutrinas vazias.

4. A valorização dos leigos e obreiros locais

O quarto elemento destacado é a mobilização do povo comum. José Gonçalves ressalta que as Assembleias de Deus cresceram porque não dependeram apenas de pastores formados em seminários.

“Leigos, cooperadores, diáconos, dirigentes de congregação e evangelistas foram usados ativamente na expansão da igreja. Isso multiplicou rapidamente as lideranças e os pontos de pregação”, explicou.

Essa capilaridade, com lideranças surgindo nas próprias comunidades onde a igreja se instalava, permitiu um crescimento acelerado e sustentável.

5. A força da Escola Dominical e do ensino bíblico

O quinto e último pilar é o ensino sistemático da Bíblia. Segundo José Gonçalves, a Assembleia de Deus consolidou seu crescimento investindo na formação bíblica de seus membros.

“A Escola Dominical formou gerações de crentes, fortaleceu a identidade doutrinária e ajudou a preservar a fé pentecostal clássica”, afirmou.

Ele também destacou o papel decisivo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) nesse processo, com a produção de revistas, comentários e materiais didáticos que unificaram o ensino em todo o território nacional.

Base

José Gonçalves conclui afirmando que os cinco elementos — oração, evangelismo, experiência pentecostal, participação dos leigos e ensino bíblico — formaram a base do crescimento assembleiano no Brasil.

“Esses cinco elementos formaram a base do extraordinário crescimento assembleiano no Brasil”, resumiu o teólogo.