Onda conservadora: Empresas abandonam Parada LGBT e deixa movimento revoltado

A 30ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, realizada neste domingo (7 de junho de 2026) na Avenida Paulista, foi marcada por um movimento que deixou organizadores e participantes revoltados: o abandono em massa de patrocinadores. O número de marcas apoiadoras caiu de 11 para apenas 4 em comparação com edições anteriores — uma redução de mais de 60%.

O evento, que celebra três décadas de luta por visibilidade e direitos, também teve sua estrutura reduzida: foram 14 trios elétricos neste ano, contra 20 em 2025. A organização afirma que a retirada das empresas reflete um momento de “mudanças no apoio corporativo às pautas de diversidade”, impulsionado por uma “onda conservadora” que, segundo eles, ganha força no Brasil e no mundo.

A revolta da organização

Os organizadores da Parada não esconderam a indignação. Afirmaram que “a Parada enfrenta quem tenta derrubá-la desde a 1ª edição” e relacionaram a redução de patrocínios a uma “onda conservadora que busca promover o retrocesso de direitos conquistados” .

A fala faz referência direta a tentativas recentes de restringir a presença de crianças e adolescentes em eventos LGBTQIA+ e de retirar a Parada das vias públicas — como um projeto aprovado em 1º turno pela Câmara Municipal de São Paulo em 20 de maio, que determina que atos desse tipo sejam realizados em locais fechados.

“Estamos vendo um retrocesso. As empresas que antes apoiavam a diversidade agora estão recuando por medo de represálias políticas e econômicas”, declarou um dos participantes.