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Brasil/Mundo

Justiça condena pastor a mais de 18 anos de prisão por incitar crimes contra judeus

Líder de seita evangélica já se envolveu em outros casos de intolerância religiosa

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Na semana passada a Justiça Federal condenou o pastor Tupirani da Hora Lores, da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, a 18 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de racismo e ódio contra judeus.

O religioso foi condenado por afirmar que os judeus “deveriam ser envergonhados como foram na 2ª Guerra Mundial”. Ao todo foram seis ataques registrados contra os judeus.

Na decisão assinada pela juíza Valéria Caldi Magalhães, da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, ela diz que “o réu se valeu de sua condição de pastor de uma comunidade religiosa para a prática do crime, o que incrementa o potencial de induzir os seguidores a agir de modo similar”.

Esta não é a primeira vez que o pastor Tupirani é preso ou condenado pelo discurso de ódio que ele prega em seus cultos. Em março do ano passado ele foi alvo da Operação Shalom, da Polícia Federal, após ações de organizações judaicas denunciarem seus discursos.

Em 2008, Tupirani tornou-se o primeiro condenado por intolerância religiosa e em 2012 foi preso juntamente com alguns discípulos da igreja também por intolerância religiosa.

 

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