‘Histórico’: Teólogo endossa denúncia profética de pastora Helena Raquel nos Gideões
O silêncio dos púlpitos tem servido de abrigo para criminosos? Para o pastor e teólogo César Moisés, da Assembleia de Deus, a resposta é sim – e ele não está sozinho nessa afirmação.
Em publicação em suas redes sociais, o autor do livro Pentecostalismo e Pós-Modernidade (CPAD) repercutiu com veemência a pregação da pastora Helena Raquel durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, realizado em Camboriú (SC). A mensagem, que já ultrapassou as fronteiras evangélicas, tem sido elogiada até por católicos e candomblecistas, conforme destacou o próprio teólogo.
“O que ela fez já entrou para a história”
César Moisés, que já abordava o tema desde 2021 e 2024, classificou a fala da pastora como “evangélica no sentido mais pleno da expressão” . Ele afirmou:
“Uma mulher, no maior Congresso Pentecostal de Missões, dizendo as coisas que a Prª Helena Raquel disse, é algo mais do que relevante. Mostra que Deus está atento e muito interessado no tema. Revela também que nem todos estão calados quanto aos crimes cometidos nos meios religiosos.”
O teólogo lembrou ainda do caso do apologista Ravi Zacharias, cujos abusos foram descobertos após sua morte, e criticou o silêncio de editoras brasileiras por interesses financeiros.
“Não existe unção que justifique abuso”
Durante sua pregação no congresso, Helena Raquel foi direta:
“Você precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia. Ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro.”
Nas redes sociais, ela complementou com uma declaração que viralizou:
“Existe algo que a igreja não pode mais fazer: se omitir. Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride… não representa Deus. Ungido não é abusador. Ungido não é agressor. Se é pastor, se é obreiro, se é membro… mas fere, oprime e violenta, isso não é autoridade espiritual. Isso é pecado. E pecado não se protege. Se confronta.”
A pastora orientou vítimas e testemunhas a procurar os canais oficiais: Ligue 100 (Disque Direitos Humanos) e Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).
“A igreja precisa voltar a ser lugar de cura, não de medo. E onde há verdade, há libertação”, concluiu.
Crimes, não simplesmente pecado
César Moisés fez questão de diferenciar o debate: não se trata de falhas morais comuns, mas de crimes:
“Um assediador com uma Bíblia é mais nocivo que um bandido com uma arma.”, escreveu ele em post anos atrás.
E completou:
“A defesa da ‘ortodoxia’ é o disfarce perfeito para abusadores. São milhares de vítimas: crianças, jovens, adultos. Destruídas pela impunidade e pela mentira.”
Repercussão
A mensagem de Helena Raquel já acumula milhares de visualizações no YouTube, com comentários de pessoas de outras religiões elogiando a coragem da pastora. Para ele, esse fato mostra que o Evangelho está sendo ecoado de forma autêntica:
“Qualquer coisa que eu pudesse falar seria redundância. O que ela fez mostra que Deus escolheu a plataforma certa e a hora certa.”