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Brasil/Mundo

Casa caiu: Falso pastor do DF é investigado por liderar quadrilha perigosa

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O grupo é suspeito de fraude de segunda via de pedidos de cartões de crédito, uso de documento falso, invasão e venda irregular de imóveis

Uma quadrilha liderada por um homem que se passava por pastor de igreja evangélica é alvo da Operação Segunda Via, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (7/10). O grupo é suspeito de fraude de segunda via de pedidos de cartões de crédito, uso de documento falso, invasão e venda irregular de imóveis, parcelamento de terras, comercialização ilegal de munições, armas e até mesmo de pedras preciosas, especialmente esmeraldas. As informações são do Metrópoles.

Entre o material apreendido na operação desta quinta, estão 6 kg de esmeraldas, 3 kg de rubi e 12 kg de alexandrita. As pedras estão avaliadas em R$ 1,5 milhão.

Os acusados, segundo as investigações, usavam empresas de fachada no nome de “laranjas” para lavar dinheiro do crime. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois de prisões temporárias em Águas Claras, no Guará, em Taguatinga, no Riacho Fundo II e no Park Way.

A investigação teve início no ano passado, quando a Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) começou a apurar fraude em solicitações de segunda via de cartões. Os policiais descobriram que a quadrilha tinha acesso a dados de vítimas residentes, sobretudo na Região Nordeste, e solicitavam aos bancos um novo cartão de crédito. Com base em Brasília, os suspeitos passaram a contar com a colaboração de um porteiro, que recebia as correspondências em endereços de Vicente Pires e da Asa Sul.

Apenas em um endereço, a Corf identificou o recebimento de 200 cartões. O porteiro recebia cerca de R$ 50 de cada correspondência. Com os cartões em mãos, os criminosos gastavam, em média de R$ 2 mil a R$ 3 mil.

Durante o levantamento de informações, os investigadores constataram uma série de outros crimes cometidos pelo mesmo grupo. Liderados pelo religioso, os suspeitos também invadiam casas no Distrito Federal, falsificavam documentos e vendiam os imóveis para terceiros de boa-fé. Um dos lotes chegou a ser parcelado ilicitamente. A quadrilha também se dedicava ao comércio irregular de munições e armas de fogo, como as de calibre .9 mm e .40. Outro crime identificado foi a compra e venda ilegal de pedras preciosas.

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