Antes de Possidônio, Pr. José Wellington já era vitalício: saiba como líder assembleiano consolidou a vitaliciedade na CONFRADESP
Antes mesmo da CIADSETA-PA/MT conceder a presidência permanente ao pastor Possidônio Martins Reis — em decisão unânime na 44ª AGO, em 27 de junho de 2026 —, outro líder assembleiano já havia consolidado o modelo de liderança vitalícia no Ministério do Belém.
Em julho de 2018, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, fundador e presidente da Convenção Fraternal Inter-Estadual das Assembleias de Deus do Ministério do Belém em São Paulo (CONFRADESP) , teve sua vitaliciedade confirmada durante uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da convenção, conforme informado pelo historiador Mário Sérgio em seu site.
A decisão, que na prática apenas formalizava o que já existia, garantiu a Wellington — que está à frente da CONFRADESP desde sua fundação em 1983 — o direito de permanecer na presidência sem necessidade de votação para renovação de mandato.
O que significou a vitaliciedade de José Wellington
A vitaliciedade concedida ao pastor José Wellington, contudo, não se estendeu a outros cargos ou a futuros sucessores. Conforme registrado na época, “a vitaliciedade, contudo, só é garantida ao seu atual presidente; os demais cargos e o próprio sucessor do pastor Wellington devem ser escolhidos em eleições internas na convenção”” [1†L5-L6]”.
Com a medida, o líder do Ministério do Belém juntou-se ao seleto grupo de obreiros assembleianos contemplados oficialmente com o cargo de pastor-presidente vitalício — um modelo que, embora não seja regra geral no ministério pastoral, tem sido adotado em convenções do Ministério de Madureira e, agora, também no Ministério do Belém e agora em 2026 na Ciadseta-PA.
Um modelo que se repete
A vitaliciedade do pastor José Wellington na CONFRADESP, confirmada em 2018, antecipou em oito anos a decisão da CIADSETA-PA de conceder a presidência permanente a Possidônio Martins Reis — e segue o padrão já consolidado no Ministério de Madureira, onde o bispo Manoel Ferreira (CONAMAD) e o pastor Amarildo Martins da Silva (CONEMAD-TO) também exercem cargos vitalícios.
Como observou um internauta à época, a prática levanta questionamentos: “A AD é arminiana na soteriologia e calvinista na administração eclesiástica. Ou seja, uma vez presidente, para sempre presidente”. Outro apontou que “a presidência vitalícia é uma maneira de resguardar o poder, a influência e a arrecadação em família. Nada tem de bíblica”.