“Aguardamos acesso aos autos”: Prefeitura de Palmas se pronuncia sobre prisão de secretária e superintendente

A Prefeitura de Palmas se manifestou oficialmente, por meio da Procuradoria-Geral do Município, sobre a prisão da secretária de Saúde, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, ocorrida na manhã desta quarta-feira (10 de junho) durante operação da Polícia Civil que investiga a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.

Em nota, a Prefeitura informou que acompanha o caso e aguarda acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar de forma mais completa. O município também tranquilizou a população ao afirmar que os atendimentos seguem normalmente, inclusive nas UPAs, sem prejuízos à comunidade.

O que diz

“A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria Geral do Município, informa que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar. As ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte.”

O posicionamento do município ocorre em meio a um dos maiores escândalos da gestão pública recente em Palmas, que envolve um contrato de R$ 139 milhões firmado com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SP) para administração das UPAs.

O que dizem as defesas

A defesa da secretária Dhieine Caminski informou que ainda não teve acesso a todo o material e que considera a prisão “desproporcional e desnecessária”. O advogado Maurício Haeffner afirmou que irá recorrer ao Judiciário.

O advogado de Andreis Vicente solicitou acesso aos autos e disse que se manifestará ao longo do dia. Já a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como lobista e que também é procurada, está viajando e deverá se apresentar à polícia, segundo sua defesa.

Entenda a investigação

A operação da Polícia Civil apura indícios de:

  • Direcionamento da contratação (dispensa de chamamento público)
  • Produção de documentos com datas suspeitas
  • Possível falsidade ideológica no processo administrativo
  • Reuniões a portas fechadas sem transparência

Ministério Público do Tocantins (MPTO) já havia pedido, na terça-feira (9), a anulação do contrato.A Santa Casa de Itatiba afirmou que não está sendo investigada e negou que a empresária seja sua representante.

Serviço e transparência

A Prefeitura reforçou que, apesar das prisões, os serviços de saúde permanecem em funcionamento. Os presos foram encaminhados ao Batalhão da Polícia Militar, onde aguardam audiência de custódia.

Com informações G1