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Opinião

A Inspiração Divina da Bíblia – Lição 2 – EBD/CPAD – 1º Trimestre 2022

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Olá, tudo bem?

Neste trimestre da Escola Bíblica Dominical o tema geral é a Supremacia das Escrituras – a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus.

Nosso propósito é ser mais um local de subsídios para os milhares de professores que fazem suas pesquisas para ministrar uma aula mais rica e edificante.

Por isso, vamos agora estudar a lição 2 da classe de adultos do primeiro trimestre de 2022, cujo tema é A Inspiração Divinda da Bíblia.

A DINÂMICA

Temos 2 dinâmicas: A 1ª é a dinâmica chamada “Palavra Cruzada” e e a segunda chamada “De que milagre sou eu” e você pode solicitar da seguinte maneira:

1 – Enviando uma mensagem pelo whatsapp para ser incluindo na lista de transmissão, basta clicar no link e informar que quer receber a dinâmica – LINK: https://wa.me/message/LN2CN4AILUWQK1

2 – Solicitando via e-mail para o endereço [email protected]

Após receber é só imprimir e levar para a sala de aula. Seus alunos vão amar e vai servir como quebra-gelo.

Segue abaixo o vídeo e o texto.

Vídeo

Texto

A inspiração das Escrituras

A inspiração das Escrituras tem sido discutida por dois mil anos, desde que as palavras de 2 Timóteo 3.16 (“Toda a Escritura é divinamente inspirada” ) foram escritas.

Quando abrimos a Bíblia, podemos ter certeza de que o que estamos lendo foi soprado por Deus. Mas nem todos creem assim, e muitos que também dizem crer não sabem ao certo como responder aos que lhe procuram indagando sobre tal tema.

Por isso vamos estudar sobre a Doutrina da Inspiração Bíblica.

A definição

Preliminarmente, vale conceituar que a Inspiração Divina, segundo o Dicionário Teológico da CPAD, é a “ação sobrenatural do Espírito Santo sobre os escritores sacros, que os levou a produzir de maneira inerrante, infalível, única e sobrenatural, a Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada”.

Na Declaração de Fé das Assembléias de Deus no Brasil está assentado que “Cremos na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão”

O saudoso pastor Antônio Gilberto ensisa em sua célebre obra “A Bíblia através dos séculos” que o que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina e é por isso que ela é chamada a Palavra de Deus. “A inspiração divina é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro” escreveu o pastor Antonio Gilberto.

É fato notório que, entre nós cristãos, não existe nenhuma dúvida quanto à inspiração da Bíblia. Fundamentamos especialmente essa crença tomando como base 2Tm 3:16 onde Paulo escreveu que “Toda a Escritura é divinamente inspirada” (literalmente: “é dada pelo sopro de Deus”). E também quando Pedro escreveu em sua segunda carta capitulo 1:21 que “a profecia não foi antigamente produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21).

John Webster, teólogo inglês, define a inspiração como “A influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre a mente humana, pela qual os profetas, apóstolos e escritores sacros foram habilitados para exporem a verdade divina sem nenhuma mistura de erro.”

O excelente teólogo reformado Louis Berkhof afirmou que “O Espírito Santo inspirou a Escritura e deste modo trouxe aos homens a revelação especial de Deus(…) o conhecimento da obra de redenção que há em Cristo Jesus”

Ainda segundo o Dr. Gaussen, “é o poder inexplicável que o Espírito Divino exerce sobre os autores das Escrituras, em guiá-los até mesmo no emprego correto das palavras e em preservá-los de todo erro, bem como de qualquer omissão”.

Erros a serem evitados

A doutrina da inspiração, como é apresentada na Palavra, é relativamente simples, mas o surgimento de idéias errôneas criou a necessidade de proteger a doutrina certa com definições completas e detalhadas.

Contra certas teorias, o teólogo Myer Pearlman fez questão de destacar em sua obra “Conhecendo as doutrinas da Bíblia” os seguintes pontos sobre a doutrina da inspiração:

1º A inspiração é divina e não apenas humana

Myer pearlman diz que o modernista identifica a inspiração das Escrituras Sagradas com o mesmo esclarecimento espiritual e sabedoria de que foram dotados tais homens como: Platão, Sócrates, Shakespeare e outros gênios do mundo literário, filosófico e religioso. A inspiração, dessa forma, seria considerada apenas uma coisa puramente natural. Essa teoria rouba à palavra inspiração todo o seu significado e não combina, em absoluto, com o caráter sobrenatural e único da Bíblia.

2º. A inspiração era viva e não mecânica.

A inspiração não significa ditado, no sentido de que os escritores fossem passivos, sem que tomassem parte as suas faculdades no registro da mensagem, embora sejam algumas porções das Escrituras ditadas, como por exemplo os Dez Mandamentos e a Oração Dominical. A própria palavra inspiração exclui o sentido de ação meramente mecânica, e a ação mecânica exclui qualquer sentido de inspiração. Por exemplo, um homem de negócios não inspira sua secretária ao ditar-lhe as cartas. Deus não falou pelos homens como quem fala por um alto falante. Antes seu Divino Espírito usou as suas faculdades mentais, produzindo desta maneira uma mensagem perfeitamente divina, e que, ao mesmo tempo, conservasse os traços da personalidade do autor. Embora seja a Palavra do Senhor, é ao mesmo tempo, em certo sentido, a palavra de Moisés, ou de Paulo.

O fato de haver cooperação divina e humana na produção duma mensagem inspirada é bastante conhecido; mas “como” se processa esta cooperação é mais difícil de explicar. Se o entrosamento de mente e corpo já é um mistério demasiado grande, mesmo para o homem mais sábio; quanto mais não é o entrosamento do Espírito de Deus e o espírito do homem!

3º. A inspiração foi completa e não somente parcial.

Segundo a teoria da inspiração parcial, os escritores seriam preservados do erro em questões necessárias à salvação dos homens, mas não em outras matérias como sejam: história, ciência, cronologia e outras semelhantes. Portanto, segundo essa opinião, seria mais correto dizer que “A Bíblia contém a Palavra, em lugar de dizer que é a Palavra de Deus”.

Essa teoria nos submergiria num pântano de incertezas, pois quem pode, sem equívoco, julgar o que é e o que não é essencial à salvação? Onde está a autoridade infalível que decida qual parte é a Palavra de Deus e qual não o é? E se a história da Bíblia é falha, então a doutrina também o é, porque a doutrina bíblica se baseia na história bíblica. Finalmente, as Escrituras mesmas reivindicam para si a inspiração plenária. Cristo e seus apóstolos aplicaram o termo “Palavra de Deus” a todo o Antigo Testamento.

 

5. Inspiração foi verbal e não apenas de conceitos.

Segundo outra teoria, Deus inspirou os pensamentos mas não as palavras dos escritores. Isto é, Deus inspirou os homens, e deixou ao critério deles a seleção das palavras e das expressões. Mas a ênfase bíblica não está nos homens inspirados, mas sim nas palavras inspiradas.

Vale registrar, ressaltar que, conforme lição, a inspiração verbal é chamada assim porque “Deus soprou nos escritores sagrados aquilo que deveria ser escrito”. Importante ainda destacar que o pastor Douglas Baptista diz que essa “ação divina foi tão intensa que todas as palavras registradas na Bíblia eram exatamente as que Deus queria ver empregada nas Escrituras”.

Agora vamos ao último ponto de nosso estudo: As Escrituas reivindicam sua inspiração

1 – O Antigo Testamento

O Antigo Testamento declara-se escrito sob uma inspiração especial de Deus. A expressão “e Deus disse”, ou equivalente, é usada mais de 2.600 vezes. A história, a lei, os salmos e as profecias são declarados escritos por homens sob inspiração especial de Deus. (Vide Êxo. 24:4; 34:28; Jos, 3:9; 2 Reis 17:13; Isa.34:16; 59:21; Zac. 7:12; Sal. 78:1; Prov. 6:23.) Cristo mesmo sancionou o Antigo Testamento, citou-o e viveu em harmonia com os seus ensinos. Ele aprovou a sua veracidade e autoridade (Mat. 5:18; João 10:35; Luc. 18:31-33; 24:25, 44; Mat.23:1, 2; 26:54). E o mesmo fizeram os apóstolos. (Luc. 3:4; Rom. 3:2; 2 Tim. 3:16; Heb. 1:1; 2 Pedro 1:21; 3:2; Atos 1:16; 3:18; l Cor. 2:9-16.)

2 – O Novo Testamento

O NT também afirma ter uma inspiração semelhante? Quanto à inspiração dos Evangelhos é garantida pela promessa de Cristo de que o Espírito traria à mente dos apóstolos todas as coisas que ele lhes havia ensinado, e que o mesmo Espírito os guiaria em toda verdade. Em todo o Novo Testamento ele se declara uma revelação mais completa e clara de Deus do que aquela dada no Antigo Testamento, e com absoluta autoridade declara a ab-rogação das leis antigas. Portanto, se o Antigo Testamento é inspirado, a mesma inspiração deve ter o Novo. Parece que Pedro procura colocar as epístolas de Paulo no mesmo nível dos livros do Antigo Testamento, (2 Ped. 3:15,16), e Paulo e os demais apóstolos afirmam falar com a autoridade divina, (1 Cor. 2:13; 14:31; 1Tess. 2:13; 4:2; 2 Ped. 3:2; l João 1:5; Apoc. 1:1.)

Conclusão

Bem meus irmãos, chegamos ao fim do nosso estudo sobre a inspiração divina da Bíblia e esperamos ter contribuído um pouco para uma melhor compreensão do tema.

Por tudo quanto exposto, pode-se concluir que devemos receber a Bíblia com reverência, sinceridade e alegria como a mensagem inspirada de Deus para nós hoje. Vamos ler, estudar, acreditar e obedecer. Quanto mais nos aprofundamos na Bíblia com corações e mentes abertos, mais ela transformará nosso pensamento e nossa vida em conformidade com Cristo.

Referências Bibliografias:

Pearlman, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia / Tradução: Lawrence Olson : Editora Vida, 2006. Severa, Zacarias. 1940.

Berkhof, Louis. Teologia Sistemática. 1ª Edição. Publicado por Luz para o Caminho. 1990

Gilberto, Antônio. A Bíblia através dos séculos – a história e formação do Livro dos livros. 15ª Edição. Rio de Janeiro-RJ. 2004.

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