O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, sancionou a Lei Orçamentária Anual de 2026 e a revisão do Plano Plurianual 2024/2027. As leis foram publicadas no Diário Oficial do Estado de 14 de janeiro. A receita e a despesa para 2026 somam R$
19,58 bilhões, alta de R$ 2,19 bilhões sobre a LOA de 2025 (+12,6%).
Do total aprovado, R$ 11,97 bilhões compõem o Orçamento Fiscal e R$ 7,61 bilhões, o da Seguridade Social. Os recursos bancam a manutenção de serviços essenciais e as ações prioritárias do Executivo.
Wanderlei afirma que o orçamento consolida as prioridades do último ano de gestão. O governo diz que focará no pagamento em dia de fornecedores, na conclusão de obras e na melhoria das rodovias, como a ponte que liga o Vale do Araguaia a Palmas.
Segundo o secretário do Planejamento e Orçamento, Maurício Parizotto, a sanção conclui o rito legal previsto na Constituição Federal, na Constituição Estadual, na Lei 4.320/1964 e na Lei de Responsabilidade Fiscal. Para ele, o ato garante transparência e
segurança jurídica à execução de 2026.
Formalizada pela Lei nº 4.950, de 14 de janeiro de 2026, a LOA é o principal instrumento de planejamento do exercício. Dos R$ 11,77 bilhões de recursos ordinários do Tesouro, R$ 9,54 bilhões irão para o Poder Executivo; R$ 899,3 milhões para o Judiciário; R$ 449 milhões para a Assembleia; R$ 265,1 milhões para o TCE; R$ 366,9 milhões para o Ministério Público; e R$ 248,7 milhões para a Defensoria Pública.
As áreas com mais recursos são: Saúde, com R$ 3,3 bilhões (cumprimento do mínimo de 12%); Educação, com R$ 2,7 bilhões; e Segurança, com R$ 2,1 bilhões, distribuídos entre PMTO, Corpo de Bombeiros, Seciju e SSP.
A projeção de receitas cresce R$ 2,19 bilhões ante 2025, avanço de 12,6%. O governo atribui o resultado ao ganho do PIB estadual e ao aumento da arrecadação própria, das transferências correntes e de operações de crédito.