Pastor da CIADSETA-TO se posiciona contra presidência vitalícia: “mal antidemocrático e opressor”

O pastor Sóstenes Teles Cavalcante, presidente da Assembleia de Deus CIADSETA em Miracema, no Tocantins, manifestou posição contrária à adoção de presidência permanente em convenções religiosas. A declaração ocorre após uma convenção na região norte do Brasil homologar a presidência permanente de seu presidente.

Em manifestação enviada à reportagem, Sóstenes Teles defendeu que o processo eleitoral garante aos associados o direito de votar e ser votados. Para ele, esse princípio vale tanto no poder público quanto em instituições do terceiro setor, associações, entidades e convenções religiosas.

Segundo o pastor, o voto direto funciona como instrumento de proteção contra abusos, arbitrariedades e concentração de poder. Ele afirmou que a alternância de mandatos preserva a participação dos convencionais e impede que a gestão se torne permanente sem consulta aos associados.

Sóstenes também fez distinção entre eleição e aclamação. Para ele, a aclamação ocorre quando os associados reconhecem uma boa gestão e não há interessados em disputar o cargo principal. Nesse caso, segundo o pastor, a permanência do gestor deve ser resultado da vontade expressa da maioria.

O pastor criticou o uso dos termos “vitaliciedade” e “gestão permanente”. Na avaliação dele, mesmo com nomes diferentes, as duas expressões retiram direitos dos associados e reduzem o espaço democrático dentro das instituições.

“A nossa oração é para que esse mal antidemocrático e opressor não possa chegar à nossa Convenção CIADSETA no Estado do Tocantins”, afirmou Sóstenes.

Ele disse ainda que a maioria dos convencionais da CIADSETA-TO é contrária ao modelo de gestão vitalícia ou permanente. Segundo o pastor, parte desses membros evita se manifestar por receio de possíveis retaliações ministeriais e convencionais.

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