Pastor e filho morrem de Covid num intervalo de 11 dias em Cuiabá

Um profissional de saúde realiza um teste finalizado em um local de testes de coronavírus fora dos Serviços Comunitários de Saúde Internacionais no Distrito Internacional de Chinatown durante o surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Seattle, Washington, EUA, em 26 de março de 2020. REUTERS / Lindsey Wasson
Outros quatro netos do pastor também testaram positivo para a doença e estão em isolamento domiciliar

Ciriaco de Almeida, de 84 anos, e Clarindo Gonçalo, 62 anos, pai e filho, morreram em decorrência da Covid-19, em Cuiabá, em um intervalo de 11 dias. Outros quatro filhos de Clarindo também testaram positivo para a doença e estão em isolamento domiciliar.

Um dos filhos do idoso, Inácio Almeida, contou que o pai foi o primeiro a ser contaminado pelo novo coronavírus no início deste mês. Ele afirmou que Ciriaco, que é pastor e músico, tinha uma vida saudável. “Levamos ele no PSF (Programa Saúde da Família) do Unipark e mediram a saturação dele, que estava baixa. Daí eles o encaminharam para a UPA, mas não conseguimos a internação por falta de vaga, então voltamos para casa”, contou.

+ OMS diz que eventos religiosos estão ajudando a espalhar coronavírus

No dia seguinte, o pai de Inácio foi levado novamente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi internado. Horas depois, devido ao quadro clínico, o hospital transferiu o idoso para o Hospital Santa Casa. “O caso se agravou e ele teve que ser intubado. Permaneceu por quatro dias nessa situação e no dia 12 deste mês não resistiu e morreu”, relatou Inácio.

Já o Clarindo, nesse período de procura por internação para o pai, acabou contraindo o vírus. Ele foi internado na UPA do Bairro Pascoal Ramos. Dias depois, foi transferido para o Hospital Benedito. “Na manhã de hoje (terça-feira – 23) ele faleceu. Deixou quatro filhos e uma saudade imensa em todos nós”, ressaltou o irmão Inácio.

Clarindo era mestre de obras e morava com a mulher e os filhos, em Cuiabá. “É algo inexplicável, porque são duas pessoas que eram o esteio da nossa família e acabamos perdendo. Mas somos uma família muito unida e um está dando força para o outro e vamos superar tudo isso”, declarou.

De acordo com Inácio, ele, um irmão e outras duas irmãs, que ajudaram a família durante o tratamento, estão com Covid-19. “Nos sentimos impotente diante dessa pandemia. Muitas coisas acontecendo, duas perdas e nós aqui sem poder fazer nada, pois estamos enfrentando a mesma doença”, disse.

Segundo Inácio, a família tem sido acompanhada por uma equipe da Vigilância Sanitária.

(Com Cenario MT)

DEIXE SEU COMENTÁRIO

VEJA MAIS NO JM