Por Pastor Derisvaldo Bezerra
Em Atos 28, Paulo chega à ilha de Malta após sobreviver a um naufrágio. Ele não chega como herói, chega molhado, cansado, em meio aos destroços de uma tragédia. Mesmo assim, ele se levanta para servir, ajudando a acender o fogo. É nesse gesto simples — no meio do caos — que uma víbora se prende à sua mão. E, de imediato, o povo o julga: “Esse homem deve ser um criminoso, a justiça de Deus não o deixa escapar.”
É assim que o mundo costuma agir. As pessoas não veem o propósito, apenas o momento. Elas não percebem o processo, apenas a aparência. Quando você está cercado por tempestades, quando algo ruim acontece, logo surgem os julgamentos: “Deve ter feito algo errado.” Mas o que o povo chama de castigo, Deus usa como testemunho.
Paulo não se desespera, não grita, não discute. Ele apenas sacode a cobra no fogo. O que era para matá-lo se torna combustível para o milagre. E quando o veneno não surte efeito, a opinião muda — o mesmo povo que o chamou de criminoso agora o chama de deus.
A verdade é que a opinião das pessoas é tão instável quanto as circunstâncias. Hoje te aplaudem, amanhã te criticam; hoje te chamam de louco, amanhã te chamam de visionário. Paulo entendeu algo que muitos ainda não entenderam: o que realmente importa não é o que dizem sobre você, mas o que Deus está fazendo em você.
Há momentos em que Deus permite que a serpente te morda apenas para mostrar que o veneno não tem poder sobre quem tem propósito.
Por isso, quando te julgarem, quando disserem que é o fim, sacode a cobra no fogo e continua.
Queridos, os olhos que te julgam hoje serão os mesmos que amanhã reconhecerão que há algo divino em tua vida.