A inclusão do pastor Silas Malafaia na investigação da Polícia Federal sobre suposta tentativa de obstrução no inquérito relacionado ao suposto golpe de Estado de 2022 provocou forte reação de parlamentares e lideranças religiosas.
A Frente Parlamentar Evangélica na Câmara, a Frente Evangélica no Senado e a Frente da Radiodifusão divulgaram nota expressando “intensa atenção e preocupação” com a decisão. O texto, assinado pelos deputados Gilberto Nascimento, Cezinha de Madureira, Sóstenes Cavalcante e pelo senador Carlos Viana, critica o vazamento de informações à imprensa antes da notificação oficial do religioso e aponta riscos à imparcialidade do processo.
Segundo o documento, “a divulgação antecipada de dados e eventuais vazamentos seletivos comprometem a isonomia processual e abalam a confiança no sistema de Justiça”. Os parlamentares pedem que a apuração seja conduzida com rigor técnico, respeito à lei e preservação do sigilo legal.
Paralelamente, o Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), formado por 26 bispos, pastores e apóstolos, também se manifestou em defesa de Malafaia. Para o grupo, a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes é “imprópria e injusta” e ultrapassa “o âmbito político, atingindo a esfera religiosa”.
“O pastor Silas Malafaia é uma das principais vozes do povo evangélico brasileiro, com reconhecimento internacional. Não podemos aceitar tamanha perseguição”, afirma a nota do conselho, que ainda faz um apelo aos ministros do STF, senadores e deputados, alertando que “o Brasil caminha para algo perigoso e inaceitável”.
Os líderes religiosos reforçam que a liberdade de expressão e a liberdade religiosa são pilares do Estado Democrático de Direito e devem ser preservadas.
Com Metrópoles