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Opinião

Lição 08: [DINÂMICA] A Lei e os Evangelhos revelam Jesus – Como o AT e o NT se relacionam

Na aula de hoje estudaremos a relação entre o Pentateuco e a Mensagem de Cristo e veremos que A Lei não salva, mas esboça o plano da redenção em Cristo confirmado nos Evangelhos.

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Quer saber como a Lei e os Evangelhos revelam Jesus? Quer entender como o AT e o NT se relacionam? Então fique ligado, pois esse é o tema da aula de hoje.

A paz do Senhor Jesus!

Na aula de hoje estudaremos a relação entre o Pentateuco e a Mensagem de Cristo e veremos que A Lei não salva, mas esboça o plano da redenção em Cristo confirmado nos Evangelhos.

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Inicialmente, importante destacar, que a figura central no Antigo Testamento, embora não mencionada pelo nome, é Jesus Cristo. Jesus explicou isso aos seus discípulos depois de sua ressurreição.

Lucas nos diz que “começando por Moisés e todos os profetas”, Jesus “explicava para eles em todas as Escrituras as coisas a seu respeito” (Lucas 24:27).

Então vamos aos estudos!

Confira o VÍDEO  e o ARTIGO abaixo:

I – O Pentateuco: A Lei de Deus

O Pentateuco refere-se aos cinco primeiros livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Na maior parte, tanto a tradição judaica quanto a cristã creditam a Moisés a autoria primária do Pentateuco. Esses cinco livros formam o fundamento teológico da Bíblia.

Pentateuco é uma palavra que deriva de dois termos gregos, penta e teuchos, que significa “cinco volumes”.

O comentarista¹ da lição destaca que é de praxe estudar a Lei sob três aspectos, a saber:

  1. a) morais, que possuem validade permanente para todos os povos;
  2. b) cerimoniais, que tratam da liturgia religiosa dos judeus; e,
  3. c) civis, que dizem respeito à responsabilidade do israelita como cidadão.

Entretanto, a grandeza da Lei vai além de tudo isso, pois nela, Deus esboça o plano da redenção humana em Cristo. Para mostrar como isso se deu vejamos agora exemplos de algumas maneiras que a Lei aponta para Jesus.

Primeiro – A Lei nos mostra nossa necessidade de Jesus.

O Pentateuco e todo o Antigo Testamento faz isso colocando diante de nós a lei de Deus, resumida nos dez mandamentos. Assim como olhar no espelho permite que você veja sujeira em seu rosto, a lei de Deus nos permite ver nosso pecado. O apóstolo Paulo escreveu: “pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). Uma vez que você veja o seu pecado e a necessidade de um Salvador, você deve olhar para Jesus como aquele que morreu para pagar a penalidade pelo seu pecado. Paulo escreveu: “Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé” (Gálatas 3:24 NVI).

Segundo – A Lei aponta para Jesus em suas profecias messiânicas

Por exemplo, Isaías 53:5-6, escrito 700 anos antes de Jesus nascer, prediz: “Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.

Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós”.

Os céticos afirmam que as profecias poderiam ter sido escritas após o ministério terreno de Jesus, mas isso é um engano. A Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento hebraico, foi concluída em algum momento entre 200-150 a.C isso significa que houve pelo menos um intervalo de 200 anos entre o momento em que as profecias foram registradas e seu cumprimento em Cristo.

Terceiro – Muitos temas do Antigo Testamento prenunciam Jesus e sua obra.

Por exemplo, o Cordeiro Pascal retrata Jesus, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). O templo em Jerusalém era apenas um tipo de Jesus, nosso verdadeiro templo (Apocalipse 21:22). Os sacerdotes e os sacrifícios que eles ofereciam prefiguravam Jesus, que é nosso grande sumo sacerdote e o sacrifício final pelo pecado (Hebreus 4-5, 9-10). O êxodo, a libertação dos israelitas da escravidão aos egípcios, é apenas um antegozo de Jesus nos libertando da escravidão do pecado e da morte.

Referindo-se às escrituras do Antigo Testamento, Jesus disse: “São eles que testificam de mim… Se você acreditasse em Moisés [que escreveu os primeiros cinco livros do Antigo Testamento], acreditaria em mim; porque ele escreveu a meu respeito” (João 5:39, 46; cf. Deuteronômio 18:15).

As Escrituras — Antigo e Novo Testamento — falam a uma só voz. Eles falam de Jesus. Benjamin Warfield, o velho teólogo de Princeton, comparou o Antigo Testamento a uma sala ricamente mobiliada, mas mal iluminada. No Novo Testamento nada é acrescentado a não ser luz.

II – Os Evangelhos: A mensagem de Cristo

O evangelho verdadeiramente é a Boa Nova. O poder do evangelho influenciou comunidades, culturas e nações ao longo da história. Se você está procurando um ensino sólido sobre conceitos bíblicos como o evangelho, Romanos é um ótimo lugar para começar. Em sua introdução, Paulo oferece uma mensagem condensada do evangelho que vale a pena estudar. Vamos entender agora o “quem” e “o quê” do evangelho.

O “Quem” do Evangelho

Em Romanos 1:3-4 , Paulo descreve quem é o evangelho: trata-se de Jesus , que é tanto o filho de Davi quanto o Filho de Deus.

Jesus Cristo é o Filho de Deus no sentido de que ele é eternamente gerado pelo Pai. O Credo de Nicéia no século IV d.C. definiu Cristo como “ o único Filho de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, da mesma essência que o Pai ”. Em termos simples, o Filho é uma pessoa distinta do Pai (eles não são apenas formas diferentes da mesma pessoa), mas compartilham a mesma natureza – a natureza de Deus.

O “Filho de Deus” também significava o Messias de Israel , o rei ungido de Deus para o fim dos tempos sobre seu povo. A expectativa era que este rei seria um descendente de Davi ( Ez 34:23 ; 37:24 ) e viria da cidade natal de Davi, Belém ( Mq 5:2 ). Em Romanos 15:12 , Paulo refere-se ao pai de Davi ao chamar Jesus de “ a Raiz de Jessé ”, e o Novo Testamento frequentemente conecta a messianidade de Jesus com Davi ( Mt 1:1 ; Lc 2:11 ; Ap 5:5 ; 22: 16 ). Jesus é este Messias, o governante designado por Deus sobre Israel, e que também tem todas as nações como sua herança ( Sl 2:8 ).

Além de ser da linhagem de Davi, Jesus é o destinatário de uma designação especial do Pai em sua ressurreição. A nomeação não é algum tipo de mudança na natureza de Jesus, mas vem porque Deus trouxe uma nova realidade à existência: o reino de Deus veio e com ele o rei designado por Deus naquele reino – seu Filho. Como Apocalipse coloca: “ Agora veio a salvação e o poder e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Messias ” ( Ap 12:10 ). Não é que Jesus tenha recebido uma promoção ou alguma injeção especial de poder. Após sua ressurreição, ele não está mais sujeito à fraqueza humana na terra, mas é exaltado à destra de Deus para reinar sobre a nova criação, que Deus inaugurou.

O “O quê” do Evangelho

Em Romanos 1:16-17 , Paulo resume o quê do evangelho. Paulo dá um resumo compactado das Boas Novas, comprimindo em dois versículos o que ele expandirá mais tarde.

Natureza, Alcance e Meios do Evangelho

A natureza do evangelho é o “poder de Deus”. O mesmo poder na criação do mundo ou na ressurreição de Jesus dos mortos está em ação quando nós, seres humanos fracos, compartilhamos o evangelho. Seu alcance é global. Embora os judeus (que ouviram o evangelho primeiro) e os gentios possam parecer apenas duas nações, eles representam todas as nações. “Gentio” aqui significa qualquer um que não seja judeu. Não há parte do mundo muito obscura ou muito perdida para as Boas Novas. O meio de receber esta Boa Nova é crendo — confiando em Deus e crendo nas promessas de Deus sobre Jesus ( 4:18-21 ).

Efeitos do Evangelho

Além da natureza, alcance e meios do evangelho, Romanos 1:16-17 descreve três efeitos.

Um efeito é a justiça.

Paulo expandirá isso mais tarde, mas em resumo, “justiça” refere-se ao status de ter obedecido a todos os requisitos de Deus (Dt 6:25). O milagre das Boas Novas é que, embora fora de Cristo sejamos pecadores ímpios, Deus nos vê como justos: nosso status é como se tivéssemos cumprido completamente a vontade de Deus (Rm 4:5). A raiz da palavra para “justiça” é a mesma do verbo “justificar”. Deus já nos deu esse status justificado.

Um segundo efeito é a salvação.

Embora na teologia e na linguagem cristã comum “salvação” seja um termo bastante geral, Paulo geralmente o significa em um sentido mais específico. Ele normalmente quer dizer com isso não o que Deus fez por nós, mas o que Deus fará. As próximas duas referências à palavra na carta vêm em Romanos 5:9-10 , onde Paulo diz que seremos salvos da ira de Deus. A salvação na Bíblia é a salvação de algo, e quando apreciamos que está sendo salvo da justa ira de Deus contra nós, vemos o quão maravilhoso é.

O efeito final é a confiança.

Isso vem desse conhecimento de que Deus nos salvará no final do julgamento vindouro. Paulo diz que não tem motivos para se envergonhar (1:16a). Ele e nós podemos ter preocupações de curto prazo, mas no final das contas temos a certeza do amor de Deus, proteção e dom da vida eterna ( 2Tm 1:12 ). Paulo tem essa confiança não porque ele é um apóstolo, mas porque ele é um cristão. Ele diz que está confiante não porque Deus o designou como um vaso escolhido, mas porque o evangelho é o poder da salvação. Portanto, podemos ter essa mesma confiança.

Este é o Evangelho: As Boas-Novas que proclamam o Reino de Deus e a mensagem de salvação em Jesus Cristo.

Conclusão

Como se bem escreveu o pastor Fred Malone², entender a Lei e o evangelho de maneira adequada é a chave da vida e pregação Cristocêntricas. Nós o apresentamos como aquele que cumpriu a Lei para os pecadores debaixo da lei, que vicariamente assumiu suas transgressões da lei e o juízo merecido, morrendo então sobre a cruz em um sacrifício justo diante de Deus pelos injustos. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.21). Agora, chamamos a todos os que estão condenados debaixo da lei a se arrepender e aceitar pela fé a reconciliação debaixo da graça e a vida eterna.

E convocamos os salvos pela graça a viver pela fé com alegria debaixo da graça e estabelecer uma vida obediente, santa, guardando a Lei com amor pelo seu querido Salvador e Senhor, que disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14.15).

Este é o remédio para o evangelismo superficial, santificação superficial, membros de igreja sem conversão, misticismo desenfreado e desorientado, sem disciplina eclesiástica. A Lei e o Evangelho são diferentes, embora sejam amigos inseparáveis. A Lei dá apoio à pregação do Evangelho, revelando o significado e a glória da cruz. E o Evangelho, que salva da condenação da Lei, manda os remidos de volta para a Lei como uma regra de vida debaixo da graça.

O CANAL

Eu sou Sergiano Reis e te convido a estudar comigo esta bela aula sobre a inerrância da Bíblia – A Palavra de Deus.

Dicas e sugestões? Via e-mail [email protected]

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Bibliografia:

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

MALONE, FRED. A Lei e o Evangelho. Disponível em https://ministeriofiel.com.br/artigos/a-lei-e-o-evangelho/. Acessado em 10.02.2022.

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