EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas a pedido de Flávio Bolsonaro

Os Estados Unidos classificaram oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (28), coloca as duas maiores facções criminosas do Brasil na mesma lista de grupos como HamasHezbollahEstado Islâmico e Al-Qaeda.

A medida atende a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , que vinha articulando junto ao governo norte-americano o enquadramento das facções como terroristas. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado dos EUA, que classificou o PCC e o CV como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.

“Juntos, eles comandam milhares de integrantes. E orquestraram ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis”, declarou o secretário de Estado, Marco Rubio.

Atuação transfronteiriça

O governo norte-americano ressaltou que a influência das facções brasileiras ultrapassa as fronteiras do país, representando uma ameaça também para os Estados Unidos.

“Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até dentro do nosso país”, diz o comunicado oficial.

A decisão reflete o entendimento de que PCC e CV não são mais organizações criminosas locais, mas redes transnacionais com capacidade de impacto global.

O que significa a classificação

Com a medida, as facções brasileiras passam a figurar na mesma relação utilizada pelos EUA para enquadrar grupos terroristas ao redor do mundo. Entre as consequências práticas estão:

  • Congelamento de bens e ativos das facções em território norte-americano
  • Proibição de cidadãos e empresas dos EUA realizarem transações com os grupos
  • Facilitação da cooperação policial e de inteligência entre Brasil e Estados Unidos

Articulação de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro vinha defendendo publicamente a classificação das facções como terroristas como forma de ampliar o combate internacional ao crime organizado. A decisão do governo Trump representa uma vitória para sua articulação política e diplomática.

A medida também é vista como um contraponto à política de segurança do governo Lula, frequentemente criticada por setores da oposição por suposto “afrouxamento” no combate às facções.