Copa do Mundo 2026 deve bater recorde histórico nas apostas esportivas globais
A Copa do Mundo de 2026 promete entrar para a história não só pelo novo formato com 48 seleções, mas também pelo volume inédito de dinheiro que vai circular nas casas de apostas em todo o planeta. Especialistas do setor projetam que o volume global de apostas durante o torneio pode superar os 60 bilhões de dólares, equivalente a mais de 310 bilhões de reais, um crescimento superior a 50% em relação à Copa do Catar em 2022, quando o montante apostado ficou em torno de 35 bilhões de dólares.
O motivo principal desse salto é estrutural: pela primeira vez na história, o Mundial reúne 48 seleções e 104 partidas, um aumento de 62% no número de jogos em relação à edição anterior, que teve 64 confrontos. Mais jogos significam mais mercados de apostas, mais oportunidades e, consequentemente, mais dinheiro movimentado em plataformas regulamentadas espalhadas pelo mundo, de operadores tradicionais a serviços de apostas online moçambique e outros mercados emergentes que vêm crescendo de forma consistente nos últimos anos.
O Brasil como protagonista do mercado
Entre os países que mais contribuem para esse crescimento está o Brasil, que se consolidou como um dos mercados mais relevantes da indústria global de apostas esportivas. Estimativas do setor indicam que os apostadores brasileiros podem responder por aproximadamente 10% de todo o volume apostado durante a Copa de 2026. Esse número não é exagero: na edição anterior do torneio, dados da plataforma SOFTSWISS Sportsbook mostraram que os jogos da Seleção Brasileira concentraram 9,34% de todas as apostas realizadas durante a Copa do Catar.
Na prática, isso significa que quase uma em cada dez apostas feitas durante o torneio de 2022 teve como foco uma partida envolvendo o Brasil. Para 2026, a expectativa é de que essa participação seja ainda maior, especialmente depois da regulamentação do setor de apostas no país, em vigor desde janeiro de 2025.
Os números da regulamentação brasileira reforçam essa tendência. Dados da Receita Federal mostram que a arrecadação de impostos sobre apostas praticamente dobrou entre janeiro e abril de 2026, saltando de 2,2 bilhões para 4,5 bilhões de reais em comparação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, as operadoras licenciadas pelo Ministério da Fazenda movimentaram 12,2 bilhões de reais, com 85 licenças já concedidas para funcionamento legal no país.
Quanto dinheiro deve circular no Brasil durante o torneio
As projeções específicas para o Brasil durante a Copa também impressionam. Estimativas indicam uma movimentação entre 20 e 25 bilhões de reais em apostas esportivas no país ao longo do torneio, um valor que reflete tanto o tamanho do mercado regulado quanto a paixão nacional pelo futebol.
Outros levantamentos vão além: segundo dados publicados com base em estimativas do setor, o volume pode chegar a 31 bilhões de reais quando consideradas todas as modalidades de apostas, incluindo bolões informais entre amigos e família, que continuam sendo parte importante da cultura brasileira em torno do Mundial.
Uma pesquisa da Creditas em parceria com a Opinion Box mostrou que 56% dos brasileiros pretendem participar de apostas ou bolões durante a Copa de 2026. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 70%, um indicativo claro de que o interesse pelas apostas esportivas vai muito além do público tradicionalmente ligado a esportes.
O Brasil como favorito nas apostas pelo título
Não é só o volume de apostas que coloca o Brasil em destaque: a seleção brasileira também é a favorita isolada entre os apostadores para erguer a taça. Um levantamento da Betano mostrou que 75,4% dos palpites para o campeão do torneio apontam para o Brasil, com Portugal em segundo lugar com 5,8% das escolhas, seguido pela França com 5,1%. A Argentina, atual campeã mundial, aparece com apenas 1,3% dos palpites.
Esse favoritismo esportivo se traduz diretamente em volume de apostas: o mercado projeta crescimento de até 40% no número de bets realizadas durante a competição, impulsionado justamente pela confiança que os apostadores brasileiros depositam na seleção pentacampeã.
Maturidade regulatória em teste
O crescimento expressivo do setor chega acompanhado de um desafio real: a Copa do Mundo de 2026 será o primeiro grande evento esportivo global vivido pelo mercado brasileiro já sob regulamentação federal completa. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), o setor movimenta cerca de 37 bilhões de reais por ano no país, e a competição representa o maior teste de infraestrutura, transparência e responsabilidade das operadoras desde que as regras entraram em vigor.
Especialistas do setor, como Ricardo Santos, cientista de dados e fundador da Fulltrader Sports, destacam que grandes competições costumam triplicar os limites oferecidos pelas casas de apostas e exchanges de apostas, o que exige preparo tecnológico e financeiro das plataformas licenciadas para absorver o pico de demanda sem comprometer a qualidade do serviço.
O cenário também chama atenção de mercados vizinhos e em expansão. Plataformas que operam apostas online moçambique, por exemplo, observam de perto o comportamento do mercado brasileiro como referência para entender como a regulamentação pode impulsionar o crescimento sustentável do setor em outras geografias de língua portuguesa, ao mesmo tempo em que protege o consumidor com regras mais claras.