Cabo Daciolo promete “revelação” em debates e mantém pré-campanha com apelo profético
O ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (15 de julho) para reavivar sua pré-candidatura à Presidência da República com uma mensagem enigmática e de forte apelo religioso. “TUDO SERÁ REVELADO!! DEBATES 2026 🔥🔥🔥 BENEVENUTO DACIOLO PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA!!!”, escreveu o ex-bombeiro militar, que também é pastor evangélico.
A publicação, que já acumula centenas de interações, veio acompanhada do versículo bíblico de Provérbios 2.21-22: “Porque os retos habitarão na terra, e os íntegros nela permanecerão. Os ímpios, porém, serão eliminados da terra, e dela os infiéis serão arrancados.” O pré-candidato encerrou a mensagem com a declaração de afeto aos seguidores: “AMO VCS ❤️”.
A convocação para os debates
A referência a “DEBATES 2026” na publicação de Daciolo sugere que o pré-candidato está se preparando para os embates televisionados que precedem as eleições de outubro. A frase “TUDO SERÁ REVELADO” carrega um tom profético e conspiratório, alinhado ao estilo do ex-parlamentar, que em suas aparições públicas costuma mesclar referências bíblicas com denúncias sobre o que chama de “sistema”.
A convocação ocorre em um momento em que Daciolo tem gerado polêmica com declarações sobre a identidade do presidente Lula. Em entrevistas recentes, o pré-candidato afirmou que não acredita que o atual ocupante do Planalto seja o verdadeiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Quem é Cabo Daciolo
Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, conhecido como Cabo Daciolo, é um dos nomes mais peculiares do cenário político brasileiro. Nascido em Florianópolis (SC) em 30 de março de 1976, ganhou projeção nacional em 2011 como líder da greve dos bombeiros do Rio de Janeiro.
Em 2014, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, filiado ao PSOL, mas foi expulso do partido em 2015 após propor uma emenda à Constituição para incluir a expressão “todo poder emana de Deus” , em contraposição ao Estado laico.
Em 2018, disputou a Presidência pelo Patriota e surpreendeu ao obter 1.348.229 votos (1,26% dos votos válidos), superando candidatos de partidos tradicionais como Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB). A campanha foi marcada pela baixíssima arrecadação — apenas R$ 808 em gastos declarados — e pelo discurso religioso e nacionalista.
Para as eleições de 2026, filiou-se ao Mobilização Nacional (Mobiliza) , antigo PMN. Seu discurso continua focado na moral cristã, na soberania nacional e no combate ao que chama de “sistema”.