Acaba de ser lançada a Bíblia Almeida Raiz, que tem como missão retomar o escrito original da 1ª tradução completa da Palavra de Deus na língua portuguesa, vindo a existir através do incansável trabalho de João Ferreira Annes d’Almeida.
Trata-se de uma “edição histórica”, que utilizou como base para o Velho Testamento o 1° Tomo de 1748 e o 2° Tomo 1753, e para o Novo Testamento, a publicação de 1681.
A Bíblia Almeida Raiz surgiu a partir da necessidade de o autor ter uma Bíblia que servisse de texto-base para a Bíblia ProVer – Prosperidade Verdadeira, onde, a busca pelo texto mais próximo do traduzido por João Ferreira Annes d’Almeida o levou a uma revisão restrita à gramática e ortografia da primeira publicação da Bíblia na língua portuguesa.
Resgatar a Bíblia a partir da primeira tradução de Almeida é de suma importância porque ainda hoje muitas versões bíblicas levam o nome de Almeida, mas não usam o método de tradução que Almeida utilizou, e não utilizam as mesmas fontes hebraicas e gregas usadas por Almeida para traduzir o texto sacrossanto, o Texto Massorético para o Velho Testamento e o Texto Recebido para o Novo Testamento, preferindo em vez disso fazer uso do Texto Crítico ecumênico, o qual Almeida nunca utilizou, e jamais deixou autorizado o uso de seu nome nessas versões bíblicas modernas.
A Bíblia Almeida Raiz se compromete a ser fidedigna ao que foi publicado na Bíblia d’Almeida, e permite que, ao ser comparada com as versões modernas baseadas no Texto Crítico ecumênico, ou ainda com aquelas que recebem infiltração de passagens do texto crítico, os leitores percebam os desvios destas outras versões em relação ao que Almeida traduziu.
Na tradução da Bíblia, Almeida adotou o método de tradução literal por equivalência formal, onde cada palavra do texto original deve ser traduzida pelo seu termo equivalente, o que preserva a fidelidade do texto originalmente escrito, fazendo apenas a adequações mínimas e necessárias à língua receptora para que o leitor possa compreender a Palavra de Deus. Em sua obra Appendice á Differencia dá Christandade, Almeida criticou tradutores que usavam a equivalência dinâmica, ou parafraseavam o texto bíblico, dizendo que esses “não deixam de mudar o estilo de falar, e por conseguinte de também assim falsificar as palavras, tirando-lhe e pondo-lhe o que, a seu ver, bem ou mal lhes parece”.
Segue algumas palavras constantes na publicação original de Almeida, conforme o hebraico, sendo diferentes na maioria das Bíblias que hoje levam o nome de Almeida, mas mantidas na Bíblia Almeida Raiz:
Gênesis 2.15: horto do Éden > jardim do Éden
Gênesis 2.16: comendo comerás > pode comer livremente
Gênesis 2.17: morrendo morrerás > certamente morrerá
Gênesis 3.8: ao ar do dia > à tarde
2 Reis 5.19: estirão de terra > certa distância
A Bíblia Almeida Raiz pode ser adquirida a partir do site almeidaraiz.com.br