O pastor Pedro Lima Santos, ex-presidente da CIADSETA no Tocantins, entrou no debate sobre vitaliciedade em convenções assembleianas. Em comentário nas redes sociais, ele afirmou que o presidente da CONFRADESP não é vitalício nem permanente.
A manifestação ocorreu após publicação do JM Notícia sobre a vitaliciedade no meio assembleiano. O portal informou que, antes da decisão envolvendo o pastor Possidônio Martins Reis na CIADSETA-PA/MT, o pastor José Wellington Bezerra da Costa já havia consolidado modelo semelhante na CONFRADESP, em São Paulo. Segundo a publicação, a vitaliciedade de José Wellington teria sido confirmada em julho de 2018, durante Assembleia Geral Extraordinária da convenção.
Pedro Lima, no entanto, contestou a interpretação. “A CONFRADESP, o seu presidente não é vitalício. Também não é pastor permanente. Quando chega na hora de eleger o presidente, ele é aclamado. Que é a forma correta”, escreveu.
O posicionamento do ex-dirigente tocantinense amplia a discussão sobre eleição, aclamação e permanência de presidentes em convenções religiosas. Para Pedro Lima, a aclamação ocorre no momento adequado do processo convencional e não deve ser confundida com mandato vitalício.
Pedro Lima Santos tem trajetória histórica na CIADSETA. Ee assumiu a presidência em 15 de dezembro de 1995, durante AGO realizada em Porto Nacional, e presidiu a entidade por 18 anos.

A discussão ganhou força depois que a CIADSETA-PA concedeu posse vitalícia pastor Possidônio Martins Reis. Conforme publicação do JM Notícia, a decisão foi tomada por unanimidade durante a 44ª AGO da convenção.
O debate expõe diferentes entendimentos dentro do meio assembleiano. Para alguns líderes, a aclamação representa reconhecimento de uma liderança aprovada pela maioria. Para críticos da vitaliciedade, a permanência sem eleição periódica pode reduzir a alternância de poder e enfraquecer a participação dos convencionais.
No caso de Pedro Lima, a mensagem buscou separar os dois conceitos. Para ele, aclamação é uma forma legítima de escolha quando há consenso entre os convencionais. Já a presidência vitalícia ou permanente indicaria outro modelo de gestão.