Terremotos na Venezuela: agência dos EUA estima de 10 mil a 100 mil mortos após abalos de magnitude 7,2 e 7,5

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirmou nesta quarta-feira (24 de junho) que os terremotos que atingiram a Venezuela podem ter provocado um número elevado de mortes e danos extensos. Em uma avaliação preliminar, a agência estimou que o total de vítimas fatais possa ficar entre 10 mil e 100 mil.

A projeção faz parte de um modelo automático utilizado pelo órgão para estimar as possíveis consequências de grandes terremotos. Segundo o USGS, há alta probabilidade de que o desastre tenha impactos generalizados nas áreas atingidas pelos tremores.

“É provável que haja um alto número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado” — informou a agência norte-americana em sua análise inicial.

Abalos sentidos em vários países

Os terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram em sequência e, por terem acontecido a baixa profundidade, foram sentidos em uma área extensa do norte da América do Sul e do Caribe. Moradores relataram tremores em diferentes regiões da Venezuela, incluindo a capital Caracas, além de cidades da Colômbia.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenas de pânico, correria, edifícios danificados e nuvens de poeira em diferentes pontos da capital venezuelana. O aeroporto de Caracas também registrou momentos de desespero, com pessoas correndo para fora das instalações durante os abalos.

Alerta de tsunami

Após os terremotos, o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos informou haver possibilidade de ondas perigosas em regiões costeiras localizadas em um raio de até 300 quilômetros dos epicentros.

Entre as áreas monitoradas estão Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas. Não há informações sobre a ocorrência efetiva de tsunamis até o momento.

Reação internacional

A tragédia na Venezuela, que já enfrenta uma grave crise humanitária e econômica, deve sobrecarregar ainda mais a infraestrutura do país. A comunidade internacional já começa a se mobilizar para oferecer ajuda humanitária.

O governo venezuelano ainda não divulgou números oficiais de vítimas, mas a estimativa do USGS acendeu alerta em todo o continente. O Brasil, que faz fronteira com a Venezuela, monitora a situação e avalia possíveis medidas de apoio.

Impacto sobre a população

A estimativa de até 100 mil mortos colocaria este como um dos maiores desastres naturais da história da Venezuela e um dos mais graves das últimas décadas nas Américas. A magnitude dos abalos e a vulnerabilidade das construções em áreas densamente povoadas são fatores que podem ter contribuído para o elevado número de vítimas.

A situação é particularmente grave em Caracas, onde edifícios antigos e estruturas precárias podem ter desabado com os tremores.

Com Metropoles

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