O Partido dos Trabalhadores decidiu apoiar o vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), na disputa pelo governo estadual nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada nesta terça-feira, 16 de junho, pelo presidente nacional da legenda, Edinho Silva.
A definição encerra um período de articulações internas no PT tocantinense, onde uma ala defendia o lançamento de candidatura própria ao Palácio Araguaia. Entre os nomes cogitados estava o da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu, recém-filiada ao partido.
A cúpula nacional, no entanto, avaliou que a aliança com Laurez seria o caminho mais estratégico para o partido no Estado. A decisão ocorre em meio à orientação nacional do PT de priorizar composições consideradas competitivas nos estados, com o objetivo de fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha à reeleição.
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, Edinho Silva vinha afirmando a interlocutores que Laurez demonstrou disposição de apoiar a candidatura de Lula em 2026. A confirmação do acordo garante ao presidente um palanque definido no Tocantins.
Nos bastidores, a aliança também envolve discussões sobre a composição majoritária. Há articulações para que o senador Irajá Silvestre (PSD) dispute a reeleição, enquanto o PT indicaria o ex-deputado federal Paulo Mourão para concorrer à outra vaga ao Senado. A definição sobre a vice-governadoria, porém, ainda estaria em aberto.
Com a decisão, Kátia Abreu, que chegou a ser citada como possível nome do PT ao governo, deve ficar fora da disputa pelo Palácio Araguaia e atuar na coordenação da campanha de Lula no Tocantins, conforme informações publicadas por veículos locais.
A movimentação reposiciona o PT no tabuleiro eleitoral tocantinense e aproxima a legenda do grupo liderado por Laurez Moreira. O vice-governador, que já foi prefeito de Gurupi, deputado estadual e deputado federal, passa a contar com o apoio formal de um dos principais partidos da base do governo federal.
O acordo também sinaliza que, em 2026, o PT deverá repetir em alguns estados uma estratégia de alianças amplas, abrindo mão de candidaturas próprias onde considerar mais vantajoso apoiar nomes de outros partidos em troca de espaço político e fortalecimento da campanha presidencial.
Apesar da definição no Tocantins, a direção nacional do PT ainda precisa concluir articulações em outros estados considerados estratégicos, como Goiás e Minas Gerais.