Sindicato é acionado por permitir ato de exaltação ao Hamas

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou ação de danos morais coletivos contra o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), após a entidade ceder seu auditório para um evento organizado pelo Partido da Causa Operária (PCO), em 7 de outubro de 2025.

Segundo a ação, o ato teria apresentado “conteúdo antissemita e de exaltação” ao ataque do grupo Hamas, extrapolando os limites da liberdade de expressão. Durante o encontro, também foi defendido o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com Israel.

A advogada Tamara Segal analisa o caso e destaca que o dano moral coletivo ocorre quando há violação injusta e intolerável de valores fundamentais da sociedade, indo além da esfera individual. 

Nesse tipo de ação, a indenização não é destinada às vítimas específicas, mas revertida a fundos públicos, com o objetivo de punir o ofensor, prevenir novas condutas e reparar o bem social.

Segal ressalta, contudo, que no Brasil o apoio ao Hamas não é tipificado como crime. Para ela, deveria haver responsabilização penal individual dos participantes. 

“Infelizmente, a luta dos judeus contra o antissemitismo ainda é solitária, mas precisa continuar”, afirma.

Advogada Tamara Segal aborda sobre o assunto (Instagram):

https://www.instagram.com/reel/DVBPUaMETaA

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Reportagem sobre apoiadores do Hamas:

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