O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para incluir o bispo Robson Lemos Rodovalho — fundador da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra e ex-deputado federal — no grupo de orações autorizado a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar. Na decisão, Moraes apontou “desvio de finalidade” caso a lista fosse ampliada para permitir visitas que não foram especificamente solicitadas.
O encontro religioso mais recente ocorreu na quarta-feira, 24 de setembro de 2025, na residência de Bolsonaro, com 16 a 17 participantes previamente autorizados — entre eles, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O novo nome proposto, o de Rodovalho, não foi acolhido pelo relator.
Em sua fundamentação, Moraes reiterou que todo preso tem direito à assistência religiosa, mas ressaltou que o chamado “Grupo de Orações” não pode ser utilizado para inserir “diversas e distintas pessoas” apenas com o objetivo de realizar visitas não autorizadas. Com isso, segue valendo a lista original aprovada em decisões anteriores.
Nas últimas semanas, o ministro autorizou encontros religiosos em dias e condições específicas (com controle de entrada e saída), mas manteve o rigor sobre quem pode participar. A imprensa registrou que a autorização inicial fixou 16 pessoas para a visita, com vistoria de veículos ao fim da reunião.
Nas últimas semanas, o ministro autorizou encontros religiosos em dias e condições específicas (com controle de entrada e saída), mas manteve o rigor sobre quem pode participar. A imprensa registrou que a autorização inicial fixou 16 pessoas para a visita, com vistoria de veículos ao fim da reunião.
Quem é o bispo barrado
Robson Lemos Rodovalho é líder e fundador da Sara Nossa Terra e exerceu mandato de deputado federal (2007–2010). Sua inclusão foi tentada especificamente para a visita do dia 24/9, mas negada por Moraes.