Genocidas: Comitê da ONU cobra descriminalização do aborto no Brasil

O Comitê de Direitos Econômicos e Sociais da ONU está exigindo esclarecimentos do governo brasileiro sobre suas ações para seguir as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e descriminalizar o aborto no país. O questionamento foi feito durante a sabatina enfrentada pelo Brasil em Genebra na última sexta-feira.

De acordo com Julieta Rossi, membro do Comitê, a OMS fez a sugestão em 2022 para assegurar a proteção da saúde de milhões de mulheres em todo o mundo. A mesma pergunta foi enviada ao governo de Jair Bolsonaro no ano passado como parte dos preparativos para a sabatina.

O Comitê pediu ao governo brasileiro que:

  1. Informasse sobre o progresso feito para liberalizar a lei restritiva do aborto no país, que atualmente criminaliza mulheres que optam pelo procedimento.
  2. Descrevesse os obstáculos enfrentados para garantir o acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutiva de qualidade, incluindo assistência à saúde materna.

Em resposta enviada no ano passado, o governo de Bolsonaro indicou que o Pacto Internacional não menciona um suposto “direito” ao aborto. Eles enfatizaram a proteção da família conforme o Artigo 10 do pacto e afirmaram que o Brasil defende a vida desde a concepção. No entanto, eles também afirmaram que o Estado respeita as disposições legais que permitem abortos em circunstâncias específicas.

Durante a reunião da sexta-feira, representantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva apresentaram uma perspectiva diferente. Eles destacaram que o Supremo Tribunal Federal (STF) discutiu a questão, citando o voto favorável à descriminalização do aborto nas primeiras doze semanas de gravidez pela então ministra Rosa Weber. O novo presidente da corte, Luis Roberto Barroso, confirmou que o tema continuará na agenda.

Além disso, a delegação brasileira admitiu que a taxa de mortes maternas é elevada, e o país corre o risco de não atingir as metas da ONU até 2030. Julieta Rossi, na ONU, questionou as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para acessar medicamentos que possam induzir ao aborto.

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

VEJA MAIS NO JM