Tudo ou nada: Eli Borges põe reeleição em jogo para tentar eleger o filho

Eli Borges entra no radar do PL para o Senado no Tocantins

O deputado federal Eli Borges (PL-TO) ex-presidente da Frente Evangélica no Congresso Nacional se aproxima da eleição de 2026 diante de um cenário mais difícil do que nas disputas anteriores. No segundo mandato na Câmara, ele deve buscar a reeleição e, ao mesmo tempo, apostar outra vez na dobradinha com o filho, o vereador de Palmas Thiago Borges (PL).

Ex-vereador, ex-deputado estadual, Eli Borges ainda possui força entre eleitores conservadores e segmentos evangélicos, onde construiu a sua história e trajetória política. Porém, esses espaços já não é ocupado mais apenas por ele como antes.

Nos últimos anos, novas lideranças avançaram sobre parte dessa base e passaram a disputar apoios que antes giravam em torno do deputado.

Entre esses nomes estão o deputado federal Filipe Martins (PL-TO), da Nação Madureira, também ligado ao eleitorado evangélico, e a deputada estadual Janad Valcari, que ampliou a sua presença política no segmento cristão como a AD CIADSETA Taquaralto entre outros. A consequência direta é um campo mais fragmentado, com lideranças, igrejas, apoiadores e cabos eleitorais divididos entre diferentes projetos.

É nesse ponto que mora o maior risco da estratégia de Eli Borges. Ao que indicam os movimentos de bastidor, o deputado tende a concentrar sua articulação estadual quase exclusivamente na candidatura do filho, sem apresentar, até aqui, uma rede mais ampla de alianças. Num Estado em que composição política e capilaridade regional pesam muito, caminhar com base mais restrita pode custar caro.

A dificuldade aumenta porque a conta da eleição não será apenas individual. Ao tentar renovar o próprio mandato e, ao mesmo tempo, impulsionar Thiago Borges para a Assembleia Legislativa, Eli transforma a disputa em uma aposta dupla. Se a transferência de capital político não ocorrer na proporção esperada, o resultado pode ser ruim para os dois: o pai com a reeleição ameaçada e o filho sem força suficiente para consolidar um projeto estadual competitivo.

A pergunta que começa a circular nos bastidores é direta: a família Borges ainda conseguirá sustentar o mesmo protagonismo político no Tocantins ou começa a entrar em uma fase de desgaste? A resposta virá das articulações dos próximos meses.

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