“Tens nome de que vive”: Igreja Presbiteriana dos EUA registra queda recorde de membros e congregações

Igreja com bandeira LGBT. (Foto representativa; Flickr/Brian Talbot)

A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA) , uma das denominações protestantes mais progressistas do país, continua a perder membros e congregações em ritmo acelerado. De acordo com estimativas divulgadas durante sua última Assembleia Geral, a denominação perdeu 128 congregações e 26.845 membros entre 2024 e 2025.

O número total de membros da PCUSA caiu para 1.019.003 pessoas ao final de 2025, segundo reportagem do The Christian Post.

Declínio constante

Nos últimos 10 anos, o número de membros da PCUSA diminuiu anualmente a uma taxa média de 4,6% . Embora a queda de 2,6% entre 2024 e 2025 tenha sido a mais lenta da década, o movimento de saída persiste de forma consistente.

A maior parte das 128 igrejas que deixaram a denominação foi marcada por dissoluções — ou seja, fechamento das congregações —, com apenas 12 sendo transferidas para outras denominações.

Perfil etário envelhecido

Os dados revelam um quadro demográfico preocupante para a sobrevivência da denominação a longo prazo:

  • Mais de 60% dos membros têm mais de 55 anos
  • 35% têm mais de 70 anos
  • Apenas 4% dos membros têm 18 anos ou menos

O envelhecimento acelerado da membresia indica que a denominação não tem conseguido atrair e reter jovens — um problema que afeta muitas igrejas históricas progressistas.

Posições teológicas e impacto

O declínio da PCUSA é frequentemente associado a suas posições teológicas e políticas progressistas. Em 2010, a denominação autorizou a ordenação de homossexuais não celibatários, o que levou 300 congregações a deixarem a igreja naquele ano.

O site oficial da PCUSA afirma que a denominação “celebra os dons de todas as identidades de gênero e orientações sexuais na vida da igreja e afirma a plena dignidade e humanidade de todas as pessoas”. Em sua mais recente Assembleia Geral, a denominação reafirmou seu “compromisso com o acolhimento, a aceitação e a inclusão plenos de pessoas transgênero, pessoas que se identificam como não binárias e pessoas de todas as identidades de gênero”.

A PCUSA também possui diversos comitês voltados para o ativismo LGBTQIA+, incluindo o Comitê de Defesa da Equidade LGBTQIA+ e a área de ministério “Mulheres e Justiça de Gênero” .

“O comitê de defesa busca abordar e corrigir as injustiças enfrentadas pelos grupos LGBTQIA+ e outros grupos historicamente marginalizados e silenciados devido a estruturas de poder opressivas perpetuadas pela pecaminosidade humana” — afirma o site da denominação.

Novas exigências para igrejas

Na Assembleia Geral mais recente, a PCUSA aprovou uma medida que passará a exigir que as igrejas indiquem se estão abertas a um pastor LGBTQIA+ , de acordo com reportagem do Al.com. Com isso, candidatos ao clero poderão verificar quais congregações estão abertas a um ministro homossexual ou transgênero.

A decisão pode acelerar ainda mais o processo de saída de congregações conservadoras que já se sentem desconfortáveis com os rumos da denominação.

O contraste bíblico

A posição da PCUSA contrasta com o ensino da fé cristã histórica, que tradicionalmente ensina que os seres humanos são feitos homem e mulher, e que o casamento é apenas entre um homem e uma mulher. A queda contínua de membros e igrejas levanta questões sobre os efeitos práticos de decisões teológicas progressistas no crescimento e na vitalidade das denominações.

Com Mycharisma

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