Se Samuel Câmara presidisse a CGADB? Aluguel de R$ 2 milhões reacende debate entre fiéis

Família Câmara com o governador no Centro de Convenções Centenário da Assembleia de Deus - @Reprodução

O aluguel do Centro de Convenções Centenário da Assembleia de Deus em Belém por R$ 2 milhões, para o “Pavilhão Pará” ligado à agenda da COP30, provocou uma forte reação de fiéis evangélicos e católicos em todo o Brasil e abriu espaço para uma pergunta incômoda: E se o pastor Samuel Câmara estivesse hoje na presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a decisão seria a mesma — e como a entidade lidaria com a crise que está manchando o legado da Assembleia de Deus no Brasil ?

Câmara é líder da Assembleia de Deus em Belém e preside a CADB (Convenção da Assembleia de Deus no Brasil), criada após sua saída da CGADB em 2017, após disputas eleitorais. A lembrança desse histórico sustenta um cenário hipotético. Caso estivesse à frente da CGADB, analistas do meio evangélico apontam que a pressão interna seria maior, por reunir ministérios com posições distintas sobre uso de espaços religiosos em eventos culturais (chamados por parte da membresia de “mundanos”).

No episódio atual, há duas frentes de crítica: o uso de recursos públicos no aluguel e o perfil do evento sediado em um espaço da igreja, considerado um local sagrado para adoração e louvor a Deus.

O Fato é que Câmara não preside a CGADB. Ele lidera a CADB e a igreja em Belém, que agora está envolvida neste escândalo nacional, o que poderá gerar perda de membros da denominação para outras igrejas evangélicas no Estado do Pará.

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