Projeto de Lei que pede autonomia aos Sines já está no Senado Federal para aprovação

Secretária Patrícia do Amaral em audiência com Rodrigo Maia

Da Redação JM Notícia

Secretária Patrícia do Amaral em audiência com Rodrigo Maia (Foto: Divulgação)

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado Federal deu parecer favorável ao Projeto de Lei do Executivo (PL 5278/16) que modificará a gestão do Sistema Nacional de Emprego (Sine).  A pauta entrou em votação e discussão no último dia 16 de março, tendo como relator o parlamentar Armando Monteiro.  

Esse Projeto trata da reestruturação do Sine e cria novos mecanismos de gestão e financiamento para os governos estaduais e municipais, porém sob a coordenação da União, por meio do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Com a aprovação, além de verbas destinadas aos Sines, os mesmos passarão a ter mais autonomia para a execução de várias frentes de atuação.

A partir de agora, o projeto de Lei entra na última Comissão do Senado Federal, porém com o número 183-2017.  Após passar pelos senadores, se aprovado, o mesmo será sancionado pelo Presidente da República.

A secretária do Trabalho e Assistência Social (Setas), Patrícia do Amaral que também é presidente do Fórum Nacional das Secretarias de Trabalho (Fonset) comemorou esse importante passo.  “Os Sine em todo o País estão funcionando de forma precária, alguns deles com possibilidades reais de fechamento. Nós secretários fomos várias vezes à Capital Federal  pedir ajuda para recuperar os Sines tirando-os do sucateamento”, disse a presidente do Fonset, Patrícia do Amaral.

Uma das mobilizações feitas pelos Secretários de Trabalho foi uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maio, em maio do ano passado e também uma outra com  o deputado Federal e relator do referido Projeto de Lei, Benito Gama.   “Com o novo modelo de gestão definitivo, poderemos resgatar os  Sine e conseqüentemente atender de forma mais ativa os trabalhadores”,  afirmou Patrícia do Amaral, sobre mais essa etapa vencida.

Projeto de Lei

O Sine atua no âmbito do Programa do Seguro-Desemprego. Financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), encaminha interessados a entrevistas de emprego, emite Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e paga o Seguro-Desemprego.

Entre outras modificações no modelo em vigor, o projeto permite aos integrantes do sistema recorrer a operações de crédito internacionais, visando reforço de caixa.

A proposta também fortalece a participação social ao atribuir caráter deliberativo aos Conselhos Tripartites (governos, trabalhadores e empregadores), criados para fiscalizar a destinação de recursos do FAT. Seis centrais sindicais vão representar os trabalhadores e dez confederações, os empregadores.

Outra mudança importante é que a transferência de recursos federais aos estados e municípios, no âmbito do Sine, passa a ser automática. Hoje o repasse é feito por convênios, que precisam ser constantemente renovados.

Combate ao desemprego

Ainda pelo texto aprovado, o Sine deverá visar a adequação entre oferta e demanda da força de trabalho, em todos os níveis de ocupação e qualificação. Também buscará parcerias com os sistemas de educação, de qualificação profissional e tecnológica.

Outro ponto será o desenvolvimento de aplicativos e soluções tecnológicas no atendimento aos trabalhadores, além de articulação permanente com outros órgãos estatais, priorizando populações em vulnerabilidade social.

Também caberá ao Sine divulgar informações sobre o mercado formal e informal de trabalho, a concessão do abono salarial, a coordenação da certificação profissional e o cadastramento de trabalhadores desempregados.

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