Danni Mnitentag, cofundador do movimento Executivos Contra o Antissemitismo (ECOA), destaca a resiliência do povo judeu, inclusive no ambiente empresarial.
O ECOA surgiu como resposta ao avanço do antissemitismo nas empresas, com a proposta de transformar a dor em ação e impactar tanto a geração atual quanto as futuras. O projeto oferece apoio às organizações de forma pró-bono, totalmente gratuito e adaptado à agenda disponível, com foco em educação e sensibilização.
Uma pesquisa realizada pelo movimento aponta que 1 a 4 profissionais judeus relataram ter presenciado situações de antissemitismo no local de trabalho. Muitos incidentes de preconceito, discriminação e piadas envolvendo judeus são comuns, mas frequentemente ignorados pelas empresas.
Apenas 15% das empresas possuem políticas claras ou estão desenvolvendo iniciativas concretas contra o antissemitismo. Na maioria dos casos em que houve incidentes, não houve ações corretivas ou repreensão por parte da liderança.
Para 83% dos participantes, o antissemitismo deve ser abordado de forma mais explícita nas políticas corporativas.
Danni também chama atenção para o cenário acadêmico, que influencia diretamente o ambiente corporativo ao formar novos profissionais. Segundo ele, o meio universitário tem repercutido narrativas perigosas contra a comunidade judaica e contra Israel.
Desde o ataque do Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro, os casos de antissemitismo cresceram de forma significativa em todo o mundo, atingindo níveis alarmantes — inclusive no Brasil.
Veja o vídeo: