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Opinião

Mesmo tímida, melhora na estrutura do Brasil gera resultados na Olimpíada

É preciso considerar que aos poucos o Brasil cria estrutura, mesmo que ainda não seja da forma como deveria ser.

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As Olimpíadas sempre são um período de deleite para os amantes de esporte. As várias competições, as performances exuberantes dos atletas do alto rendimento, o alcance de metas inacreditáveis e as histórias muitas vezes difíceis de alguns atletas são alguns dos fatores que encantam as pessoas ao redor do mundo. No Brasil, por exemplo, assim como outros países de menor calibre no esporte, a falta de apoio, estrutura e reconhecimento são comuns a muitos desses atletas, que precisam se virar para chegar no grande palco de seus esportes.

Em Tóquio, cinco anos depois de sermos sede da Olimpíada, conseguimos nossa melhor participação com o 12° lugar, acima do 13° lugar do Rio. Foi o mesmo número de ouros e pratas – sete e seis – mas conquistamos dois bronzes a mais: 8 contra 6. Uma melhora pequena, é verdade.

Apesar disso, é preciso considerar que aos poucos o Brasil cria estrutura, mesmo que ainda não seja da forma como deveria ser. As próximas Olimpíadas acontecerão em Paris, em 2024, e quem sabe até lá estaremos aptos a ter um melhor desempenho? Se você é um dos amantes dos Jogos Olímpicos já pode ir se preparando. Para isso, receba seu código promocional Betano e acompanhe as competições de vários esportes que vão acontecer nos próximos anos para já ficar por dentro dos melhores atletas do mundo.

Boxe é um dos exemplos de evolução

O boxe trouxe excelentes resultados nesta Olimpíada. Depois de décadas sem medalhas, o jejum parou em 2012 e desde lá estamos crescendo. Hebert Conceição com o ouro, Beatriz Ferreira com a prata e Abner Ferreira com o bronze foram premiados em Tóquio pela sua dedicação.

Em entrevista ao Globoesporte, o treinador da seleção, Mateus Alves, explicou a razão para esse crescimento. Além de projetos sociais bem realizados, a estrutura da Confederação com profissionais de saúde e desempenho, treinamentos no exterior e o estabelecimento de uma base, inclusive com moradia em São Paulo, são as razões para o crescimento.

Apesar da “ameaça” do boxe profissional, já que os atletas podem disputar lutas com prêmios muito maiores, nossa revelação de talentos continua com tudo e teve mais uma geração vitoriosa nesta olimpíada.

Já a ginástica não tem essa ameaça, mas também exige uma estrutura posta em prática e horas e horas de treinamento, busca por conhecimento e evolução. Desde a geração de Daiane dos Santos e a expertise que o treinador Oleg Ostapenko trouxe, criamos as bases para Rebeca Andrade chegar e levar o outro no salto.

Também é importante ressaltar a importância de clubes, como o Flamengo que dá estrutura a Rebeca e fazia o mesmo com os irmãos Hypolito. Para o boxe, a estrutura usada é a do clube Joerg Bruder, um centro esportivo municipal da cidade de São Paulo.

Novos esportes já criando uma tradição

A adição do surfe e do skate foram excelentes para o Brasil, com três pratas no skate e o ouro de Ítalo Ferreira dando uma engordada nas nossas contas de medalhas. Como são esportes acessíveis e bastante praticados no Brasil, podemos sair à frente, mas nunca nos acomodarmos porque os outros países irão investir em estrutura, treinamento e na ciência do esporte.

Mas nada disso substitui o talento. A fadinha Rayssa Leal, os incríveis Kelvin Hoefler e Pedro Barros e os surfistas Ítalo Ferreira e Gabriel Medina, entre muitos outros nomes, são estrelas de esportes que são muito praticados, que geram interesse e, portanto, será mais fácil buscar patrocínios e ter financiamento.

Ainda há muito por fazer

Já está mais do que comprovado que o Brasil tem esportivas prontos para alcançar o mais alto nível, mas a falta de acesso, oportunidade e estrutura destrói esse potencial. Resta para os atletas o pouco apoio de confederações e até buscar outras formas de remuneração ou o apoio de familiares.

Nosso talento pode ser comprovado pela imensa variedade de esportes para os quais revelamos bons atletas. Fomos o sexto país em quantidade de esportes diferentes que geraram medalhas, um bom parâmetro para medir a geração de atletas habilidosos, ao contrário de alguns países que conquistam várias medalhas, mas em um mesmo esporte.

Se somos o país do futebol, também podemos dizer que temos no DNA o judô, a vela, o vôlei e agora podemos contar com nossos guerreiros vitoriosos no skate, surfe, boxe e a lista segue, tomara que adicionando novos talentos pelos próximos anos.

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