Filipe Martins propõe criação de Bancada Evangélica na Câmara de Palmas

Filipe Martins propõe criação de Bancada Evangélica na Câmara de Palmas
Por Katiuscia Gonzaga
Filipe Martins propõe criação de Bancada Evangélica na Câmara de Palmas

A Câmara de Vereadores de Palmas poderá contar com uma Bancada Evangélica nos mesmos moldes do bloco cristão existente no Congresso Nacional. O requerimento que formaliza o pedido para a criação do grupo foi apresentado nesta quinta-feira, 20, e é de autoria do vereador Filipe Martins (PSC).

“O fato de o Estado ser laico é o que dar sustentáculo à ideia de que diferentes segmentos da sociedade planejem sua representação no parlamento. Os evangélicos possuem, como qualquer outro grupo, direito à representatividade, dentro das fronteiras do ambiente democrático”, argumentou.
O vereador explicou ainda que a bancada se formará não em busca de privilégios para o segmento evangélico ou para promover polêmicas, mas para ser um canal de discussão que promova entendimento e harmonia para a sociedade.
 “Não somos sectários, radicais ou defensores de verdades absolutas. Vamos atuar sempre com o objetivo de encontrar soluções pacíficas e consensuais, respeitando as divergências naturais encontradas na sociedade democrática”, disse Martins.
Ainda de acordo com o autor da proposta, “o papel central da bancada evangélica será exercer o contrapeso conservador à balança política, papel que em nenhum aspecto fere a laicidade do Estado ou impõe práticas cristãs aos que não comungam de tais ideais.”
Sem ônus
Se aprovada, a bancada não terá nenhuma estrutura física que traga ônus à Câmara e será apenas uma frente em que os vereadores que a compõem estarão unidos por uma única causa. Não vai envolver estrutura de gabinete,  tendo apenas posicionamento ideológico.
“Será uma frente com posições ideológicas similares, idênticas e homogêneas para defender um seguimento que nós entendemos que contribui muito para a sociedade, para defender os valores da família nos seguimentos espirituais de princípios cristãos, éticos e bíblicos”, pontuou Filipe Martins.

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