O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), reassumiu o comando do Executivo municipal na noite de quinta-feira, 17. A decisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que revogou a prisão domiciliar imposta ao político desde o dia 8.
Siqueira foi preso em 27 de junho durante a Operação Sisamnes, da Polícia Federal. A investigação apura o vazamento de informações sigilosas de inquéritos em trâmite no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além dele, também foram alvo da operação o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Albernaz.
Durante a detenção, o prefeito sofreu um infarto e foi submetido a uma angioplastia. Desde então, estava em prisão domiciliar, por recomendação médica.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou pela revogação da medida cautelar, e o pedido foi acolhido por Zanin. O ministro, no entanto, manteve restrições ao prefeito: ele está proibido de deixar o País e de manter contato com os demais investigados.
Ao reassumir o cargo, Siqueira criticou as mudanças realizadas durante o período em que esteve afastado. O vice-prefeito Carlos Velozo (Agir), que ocupou a chefia do Executivo interinamente, promoveu cerca de 20 trocas no secretariado. Entre elas, a exoneração de aliados próximos ao prefeito.
Em discurso no Orquidário Municipal, Siqueira anunciou que pretende desfazer parte das alterações. “Quem foi nomeado com dignidade, deve ser dispensado com respeito”, afirmou.
Nas redes sociais, o prefeito celebrou o retorno. “Sentado novamente na cadeira que Deus e vocês me colocaram… com muito mais determinação”, escreveu.
Eduardo Siqueira segue no cargo, mas ainda é investigado. A Operação Sisamnes continua em andamento.