Círculo de Oração “não presta mais”? Internautas defendem “remanescentes” e rebatem fala do pastor Osiel

Foto: Reprodução internet

A fala do pastor Osiel Gomes sobre o Círculo de Oração — na qual ele afirmou que “não presta mais” e criticou vaidade, fofoca no WhatsApp e falta de compromisso espiritual — gerou uma enxurrada de reações nas redes sociais, especialmente entre mulheres que participam desse ministério tradicional nas Assembleias de Deus.

Em sua pregação, o pastor disse que as irmãs “não dobram mais o joelho”, trocam a oração por “fuxicada velha” no WhatsApp e estão mais preocupadas com a aparência do que com a intercessão. A fala dividiu opiniões e provocou um debate acalorado: o diagnóstico do pastor é uma verdade incômoda ou uma generalização injusta?

“Não generalizando, mas infelizmente é a realidade”

Muitas mulheres concordaram com a crítica do pastor. Para elas, a mudança no comportamento das participantes do Círculo de Oração é visível e preocupante.

“Concordo com o pastor. Mudou muito. Quem chegou a ver os círculos de oração antigamente nem chega perto desses de hoje. É as irmãs conversando ou no celular, uma falta de reverência” — comentou uma internauta.

Outra lamentou a perda da essência: “Não generalizando, mas infelizmente já não oram como antigamente, que era no mínimo 50 minutos em oração.”

Uma fiel foi ainda mais direta: “Ele falou a verdade! Quem não gostou é porque está na lista!”

“Aqui o círculo continua de pé”

Por outro lado, muitas mulheres se sentiram ofendidas com a generalização e fizeram questão de testemunhar que em suas igrejas o Círculo de Oração continua vivo e cheio do Espírito Santo.

“Presta sim. O remanescente continua de pé. Até o arrebatamento da igreja, os fiéis da terra permanecem com a essência de adorador. Eu faço parte de um Círculo de Oração que presta simmmm 🙌” — afirmou uma internauta.

Outra compartilhou: “Aqui continuam orando… o Círculo de Oração é das 9h às 16h e, por incrível que pareça, tem irmãs que chegam às 7h da manhã e saem às 16h.”

Uma fiel destacou a dedicação do grupo ao qual pertence: “Eu faço parte de um Círculo de Oração maravilhoso na minha igreja. Mulheres ungidas e cheias do Espírito Santo.”

Críticas à postura do pastor e aos homens

Houve também quem apontasse uma suposta hipocrisia na crítica direcionada apenas às mulheres.

“E os homens? Por que não oram também? Só jogam as cargas em cima das mulheres” — questionou uma internauta.

Outra complementou: “Os homens não oram e ainda andam todo apertado mostrando os ‘ovos’ dentro da casa do Senhor, ainda falam das mulheres.”

Uma fiel foi mais além: “A igreja é o reflexo do pastor. Pastor não gosta de orar e critica quem ora.”

O excesso de críticas às mulheres incomoda

Algumas internautas expressaram cansaço com o que consideram uma “moda” de pregações que atacam as mulheres.

“Parece que virou moda. A pregação agora é só falando mal das irmãs, chamando as irmãs de ‘véia’. Aff. Prega a palavra, pastor.”

Outra defendeu que há remanescentes fiéis: “Na obra de Deus há remanescentes. Deus sempre levanta mulheres guerreiras e fortes como colunas de Deus na terra, que sustentam o ministério e a igreja com suas intercessões.”

“A lapada foi tão seca que muitos se doeram”

Houve quem interpretasse a reação negativa como um sinal de que a crítica acertou em cheio.

“Não mentiu. São poucas as que ainda são compromissadas com a oração e a vigilância. Mas a lapada foi tão seca que muitos se doeram e tentam se justificar e jogar a culpa para os líderes.”

Uma fiel fez um alerta espiritual: “É isso que o inimigo quer: acabar com os círculos de oração. Mas vou permanecer porque meu negócio é com Deus, e cada um vai prestar contas com Deus.”

Uma verdade incômoda ou generalização injusta?

A fala do pastor Osiel Gomes tocou em uma ferida exposta: o declínio da vida de oração em muitas igrejas é um fato observado por líderes e membros. No entanto, a forma como a crítica foi apresentada — generalizando todas as mulheres do Círculo de Oração — gerou reações negativas entre aquelas que se sentem injustiçadas.

O debate reflete uma tensão mais ampla: como corrigir desvios sem desanimar os remanescentes fiéis? Como chamar a atenção para o problema sem desprezar aqueles que ainda perseveram?

Como bem resumiu uma internauta: “O problema é que a igreja está se enquadrando na rotina das pessoas. Orar é muito difícil, exige muito de você.”

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