Até 2021, municípios poderão contratar advogado, médico e contador sem concurso

Decisão do TCE foi acompanhada pelo presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM)

Da Redação JM Notícia 

Decisão do TCE foi acompanhada pelo presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM)

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins decidiu nesta quarta-feira  (28) que os municípios poderão continuar a contratar médicos , advogados e contadores sem a necessidade de realizar concursos públicos.

A decisão prorroga o prazo que se encerrava este ano e atende aos pedidos das cidades que estavam preocupadas que está exigência do TCE viesse a prejudicar as finanças dos municípios, levando os prefeitos a serem enquadrados no crime de responsabilidade fiscal.

Ao extender  o prazo, o TCE dá a oportunidade para que as prefeituras consigam se adequar à norma, efetivando no quadro de funcionários as atividades de natureza continuada.

O presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, acompanhou a sessão e comemorou a prorrogação do prazo.  “A medida traz folego às gestões municipais que se viam obrigados, num curto espaço de tempo, a realizar concursos e efetivar novos cargos. Mais do que isso, teriam que incrementar receitas para custear a elevação da folha e não ultrapassar o limite prudencial de gasto com pessoal”, explica Mariano.

O limite prudencial mínimo de gastos com pessoal corresponde a 51,4% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Município, enquanto o limite máximo corresponde a 54% da RCL.

A ATM considera que cerca de 80% dos Municípios tocantinenses teriam dificuldades em cumprir com a resolução do TCE. A entidade pondera ainda que os cargos de advogado e contador requer o estabelecimento de confiança entre o agente político, que responde pelo Município, e o profissional contratado. A Associação registra ainda a falta de interesse de boa parte da classe médica em atuar nos pequenos municípios interioranos do Tocantins. “Precisamos delinear ainda mais essa obrigação, por meio do diálogo com o Tribunal”, projeta o presidente da ATM.

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