A escritora e influenciadora cristã Helena Raquel publicou uma reflexão nas redes sociais criticando eleitores que, segundo ela, passaram a relativizar comportamentos que antes consideravam inaceitáveis quando envolvem políticos de sua preferência. A publicação usa a imagem de dois homens cobertos de lama apontando um para o outro como representação da polarização política.
Na arte publicada no Instagram, a mensagem afirma que “há um rio de lama em nossa nação” e retrata o eleitor justificando sua escolha pelo argumento de que o adversário estaria “mais sujo”. A provocação termina com uma pergunta: “Será que precisaremos de um ‘termômetro de lama’ para escolher em quem votar?”
“A lama da corrupção já não me escandaliza mais”
Na legenda, Helena direcionou sua crítica especialmente aos eleitores que reconhecem problemas envolvendo determinado político, mas ainda assim respondem nas redes sociais com frases como “dito isso, fulano presidente!”.
Para ela, esse comportamento demonstra uma mudança preocupante na maneira como parte da sociedade avalia seus representantes.
“Ou seja: a lama da corrupção já não me escandaliza mais, desde que seja a lama do meu candidato”, escreveu.
Helena prosseguiu afirmando que comportamentos antes capazes de provocar indignação estariam sendo normalizados em razão da disputa política.
“Normalizamos o caos. Normalizamos a imoralidade. Normalizamos aquilo que, um dia, nos faria indignar”, declarou.
Princípios acima de políticos
O ponto central da reflexão está na defesa de que os princípios utilizados para avaliar uma conduta não podem mudar de acordo com quem a praticou.
Embora a publicação não mencione nominalmente candidatos ou partidos, a mensagem questiona diretamente a lógica do “menos pior” quando ela passa a servir como justificativa para tolerar práticas que o próprio eleitor condenaria no campo político adversário.
“Quando a paixão por um político se torna maior do que o compromisso com princípios, já não escolhemos entre o certo e o errado, escolhemos apenas de quem estamos dispostos a tolerar o erro”, afirmou.
A publicação ganha ainda mais significado em meio ao ambiente de polarização das eleições de 2026, especialmente entre o público cristão, no qual debates políticos frequentemente se misturam a discussões sobre valores, princípios e posicionamentos religiosos.
“Corrupção não pode deixar de ser corrupção”
Helena encerrou sua reflexão defendendo que o julgamento moral sobre atos de corrupção deve permanecer o mesmo independentemente da identificação política do eleitor.
“Corrupção não pode deixar de ser corrupção porque foi praticada por alguém de quem gostamos.”
E resumiu sua crítica com a frase que sintetiza toda a publicação:
“A lama não se torna em neve só porque mudou de lado.”
A reflexão deixa uma pergunta especialmente incômoda para o eleitor cristão: os princípios ainda determinam a escolha política ou passaram a ser adaptados para justificar o candidato escolhido?
Fonte: Helena Raquel/Instagram
Foto/Arte: Reprodução/Instagram – Helena Raquel