A intensidade da oferta no Novo Testamento – Pr. Derisvaldo Bezerra

Por Pr. Derisvaldo Bezerra

No Novo Testamento, a oferta não é apenas uma questão de dinheiro; é uma expressão de amor, gratidão, fé, honra, compromisso e entrega a Deus.

O dízimo estabelece um princípio objetivo: dez por cento. A oferta, porém, não possui um limite estabelecido. Ela é voluntária, proporcional, generosa, sacrificial, alegre, consciente, abundante e, muitas vezes, desafiadora.

Paulo ensina: “Cada um contribua segundo propôs no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7.

Perceba a profundidade desse princípio: Paulo não diz “cada um dê apenas determinado percentual”. Ele diz: “segundo propôs no coração”. A oferta começa no coração antes de chegar às mãos.

O DÍZIMO TEM UM PERCENTUAL; A OFERTA NÃO TEM TETO

O dízimo é dez por cento. A oferta não tem limite.

Isso significa que a oferta não deve ser encarada simplesmente como aquilo que sobra depois de todas as nossas despesas. Ela deve ser uma decisão consciente de honra e gratidão diante de Deus.
Se alguém diz: “Eu não sou dizimista porque dez por cento é muito”, precisa compreender que o padrão de generosidade apresentado no Novo Testamento não aponta para um teto, mas para um coração disposto a entregar com alegria e liberalidade.

Porque, se dez por cento parece um limite pesado demais, como compreenderemos uma oferta que é voluntária, generosa, sacrificial e sem percentual máximo estabelecido?
O Novo Testamento não diminui a generosidade; ele aprofunda a motivação da generosidade.
Jesus não veio simplesmente ensinar: “Dê menos”. Ele veio tratar o coração, porque Deus não está interessado apenas no valor colocado no altar, mas na disposição de quem coloca.

A OFERTA REVELA O CORAÇÃO

Jesus declarou: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” – Mateus 6:21.
Por isso, a oferta é espiritual antes de ser financeira. Ela revela prioridades.
Revela gratidão.
Revela confiança.
Revela desprendimento.
Revela amor pelo Reino.
O dinheiro não é o centro da oferta; o coração é.
Quando ofertamos, estamos dizendo:
“Senhor, reconheço que tudo o que tenho vem de Ti, e quero usar aquilo que colocaste em minhas mãos para honrar o Teu nome e cooperar com o Teu Reino.”

A IGREJA DO NOVO TESTAMENTO ENTENDEU A GENEROSIDADE

Os primeiros cristãos demonstravam uma generosidade extraordinária. Em Atos 2:44-45, vemos pessoas compartilhando seus bens e suprindo as necessidades uns dos outros.
Em Atos 4:34-35, a Bíblia mostra que havia entre eles uma disposição tão profunda de compartilhar que os recursos eram colocados à disposição para que ninguém passasse necessidade.
Isso nos ensina algo poderoso:
Quando a graça alcança o coração, a mão se torna mais aberta.
A generosidade não nasce da pressão; nasce da transformação.

OFERTA NÃO É COMPRA DE BÊNÇÃO

É importante compreender: não ofertamos para comprar milagres, favores ou bênçãos de Deus.
A graça não está à venda.
Ofertamos porque recebemos.
Servimos porque fomos alcançados.
Contribuímos porque somos gratos.
Damos porque reconhecemos que Deus é a fonte de tudo.
Por isso Paulo afirma: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, abundeis em toda boa obra.”
2 Coríntios 9:8
A generosidade cristã não é uma negociação com Deus; é uma resposta à graça de Deus.

O DÍZIMO FALA DE FIDELIDADE; A OFERTA FALA DE GENEROSIDADE

Podemos resumir assim:
O dízimo estabelece 10%.
A oferta não estabelece um teto.
O dízimo aponta para fidelidade.
A oferta expressa generosidade.
O dízimo é um princípio de honra.
A oferta revela a disposição de ir além.
O dízimo pergunta: “Estou sendo fiel?”
A oferta pergunta: “Quanto estou disposto a entregar por amor?”
E aqui está o ponto central:
Quem vive procurando o mínimo talvez ainda não tenha compreendido a grandeza da graça.
O coração transformado não pergunta apenas:
“Quanto eu preciso dar?”
Ele começa a perguntar:
“Quanto posso fazer pelo Reino?”
“Quanto posso investir em vidas?”
“Quanto posso repartir?”
“Quanto posso entregar com alegria?”

A OFERTA DO NOVO TESTAMENTO É UMA OFERTA DE CORAÇÃO

Paulo elogia os cristãos da Macedônia porque, mesmo enfrentando dificuldades, demonstraram uma generosidade que ultrapassava as expectativas:
“Deram voluntariamente na medida de suas posses e mesmo acima delas.”
2 Coríntios 8:3
Isso é extraordinário.
Eles deram segundo suas possibilidades e até acima delas, porque a generosidade deles não era determinada apenas pela abundância que possuíam, mas pela abundância de amor que havia em seus corações.
Por isso, a oferta cristã deve ser:
Generosa.
Voluntária.
Proporcional.
Sacrificial.
Alegre.
Consciente.
Abundante.
Espontânea.
Intencional.
Honrosa.
Desprendida.
Cheia de fé.
Não se trata de competir para ver quem dá mais.
Trata-se de permitir que Deus seja honrado através daquilo que colocamos em Suas mãos.

NÃO PERGUNTE APENAS PELO LIMITE

Talvez a pergunta mais importante não seja:
“Qual é o limite da minha oferta?”
Mas:
“Qual é o limite da minha gratidão?”
Porque, quando compreendemos o preço da cruz, percebemos que Deus não nos deu uma pequena parte de Si mesmo.
Ele nos deu Cristo.
E diante de uma graça tão grande, nossa resposta deve ser uma vida de entrega.
“Porque conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre…”
2 Coríntios 8:9
Portanto, o dízimo é dez por cento; a oferta não tem teto.
O dízimo estabelece uma referência.
A oferta abre espaço para a generosidade.
E quem realmente entendeu o Novo Testamento não vive procurando descobrir quanto menos pode entregar, mas busca descobrir quanto mais pode fazer por Deus, pelas pessoas e pelo Reino.
A verdadeira oferta não é medida apenas pelo tamanho da quantia, mas pelo tamanho da entrega.
Porque, no Reino de Deus, Deus não procura apenas mãos que dão; procura corações que se entregam.
“Cada um contribua segundo propôs no coração… porque Deus ama a quem dá com alegria.” — 2 Coríntios 9:7
Dízimo é fidelidade.
Oferta é generosidade.
Entrega é adoração.
E um coração verdadeiramente alcançado pela graça nunca pergunta apenas: “Qual é o mínimo?” — ele pergunta: “Senhor, o que posso colocar em Tuas mãos?”
Queridos, Quem entendeu a graça não procura limites para dar — procura oportunidades para honrar.

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