O pastor Arival Dias Casimiro, teólogo e líder da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) em São Paulo, causou repercussão nas redes sociais ao abordar o tema das ofertas e contribuições durante uma pregação. Em tom direto e sem rodeios, o pastor defendeu o ensino bíblico sobre dizimo e ofertas, criticou “pastores de internet” que condenam o tema e afirmou que sua vida financeira é transparente — incluindo o carro que dirige.
“Fica feio para você vir aqui e desfrutar de tudo isso e não dar uma oferta, desgraçado. Tem muita gente que não gosta de falar de dinheiro na igreja. Geralmente quem não gosta é quem não contribui, porque esse assunto é de extrema importância para nossa vida.”
“Não tenho Porsche, tenho um Fit velho”
O pastor Arival rebateu críticas de que líderes religiosos enriquecem à custa dos fiéis e fez questão de mostrar que sua vida financeira é transparente:
“Eu sou tranquilo aqui. Se você quiser, eu passo a minha cópia do meu Imposto de Renda. Não tem problema nenhum. Eu não tenho Porsche, eu tenho esse Fit velho congregado aí 2020, e tá novinho, 50 mil km. O meu Senhor andava de jumento e eu ando de Fit com ar-condicionado.”
O líder da IPP, que está à frente da igreja desde 1996, afirmou que os fiéis não devem ser orientados por “pastores de internet” que não têm ministério:
“Vocês, por favor, não ficam sendo orientados por esses pastores de internet. Tem uns pastores aí que o cara não tem ministério nenhum, mas se acham.”
“Duas profissões que se a pessoa ficar rica é porque tá roubando”
O pastor foi enfático ao afirmar que o ministério pastoral não deve ser movido por dinheiro:
“Há duas profissões que se a pessoa ficar rica é porque tá roubando: uma é político e a outra é pastor. Porque nós não estamos no ministério por causa de dinheiro. Agora, Deus cuida da gente. Eu já tenho minha casa própria, recebo aqui meu pró-labore da igreja e eu não tenho problema nenhum de pedir dinheiro para a obra de Deus. Nada a esconder, nada a temer.”
Apesar da crítica ao enriquecimento ilícito, ele diferenciou a “comercialização da fé” do ensino legítimo sobre contribuição:
“Constranger as pessoas a contribuir, falar, fazer falsas promessas, isso aí é coisa de comerciante da fé. Agora, o fato das pessoas comercializarem a fé não significa que a gente não ensine corretamente a forma de contribuir, entendeu ou não? Quer dizer, alguém tá contribuindo para você desfrutar.”