Pastor e teólogo é o comentarista de Lições Bíblicas Adultos no 1º trimestre de 2026; discussão sobre trecho de subsídio teológico abriu controvérsia, mas críticos e defensores afastam adesão ao adocionismo.
O nome à frente de Lições Bíblicas Adultos da CPAD no 1º trimestre de 2026 é o pastor Douglas Baptista. A publicação traz o tema A Santíssima Trindade — O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, com 13 lições para a Escola Dominical. Na linguagem da editora, Baptista é o comentarista do trimestre.
Segundo perfil da própria CPAD, Douglas Baptista é doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento pela FTCB e mestre em Ciências das Religiões pela Faculdade Unida de Vitória. A editora o apresenta ainda como pastor-presidente da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal e presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, entre outras funções ligadas ao ensino teológico.
O trimestre percorre temas centrais da doutrina trinitária. Entre eles estão “O Mistério da Santíssima Trindade”, na abertura, e “A Trindade Santa e a Igreja de Cristo”, no encerramento. A lição 12, sobre o Filho e o Espírito, acabou no centro de uma controvérsia que extrapolou a sala de aula e ganhou as redes sociais.
A discussão começou depois de um vídeo e de um artigo publicados pelo Centro Apologético Cristão de Pesquisas, o CACP. No texto, assinado por João Flávio Martínez em 25 de março de 2026, a entidade afirma que um trecho do subsídio teológico da página 87, ao citar James D. G. Dunn, “expõe uma doutrina herética, conhecida como adocionismo”.
No mesmo artigo, porém, Martínez admite que “provavelmente, houve um erro de edição” e diz que o recorte teria preservado apenas a tese controversa, sem a refutação que viria em seguida.
A avaliação de falha editorial também apareceu na reação do pastor Ciro Sanches Zibordi. Em material repercutido por veículos e redes sociais, ele afirmou que houve “erro/falha de edição” na parte subsidiária da revista e rejeitou a ideia de que Douglas Baptista, a CPAD ou a Assembleia de Deus defendam o adocionismo. Em vídeo posterior, Zibordi reforçou a tese de que Jesus não foi adotado como Filho de Deus no batismo.
Já o teólogo Adalberto Menezes, ligado ao perfil EBD Importante, puxou a análise para outro lado. Segundo ele, o problema não estaria na doutrina do trimestre, mas numa leitura isolada do trecho criticado. Menezes sustenta que a própria lição 1 já deixa claro que Jesus era o Filho de Deus antes do batismo, o que afastaria a interpretação adocionista como ensino da revista.
Já o teólogo Adalberto Menezes, ligado ao perfil EBD Importante, puxou a análise para outro lado. Segundo ele, o problema não estaria na doutrina do trimestre, mas numa leitura isolada do trecho criticado. Menezes sustenta que a própria lição 1 já deixa claro que Jesus era o Filho de Deus antes do batismo, o que afastaria a interpretação adocionista como ensino da revista.