Variante do coronavírus tem de 70 a 75 alterações na proteína spike e é acompanhada por autoridades de saúde; até agora, não há evidência de aumento de internações ou mortes.
A variante BA.3.2 do coronavírus foi detectada em ao menos 23 países e passou a ser acompanhada com mais atenção por autoridades de saúde, após aumento de registros desde setembro de 2025 e avanço recente nos Estados Unidos.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a linhagem tem cerca de 70 a 75 substituições e deleções na proteína spike, o que pode reduzir parte da proteção obtida por infecção anterior ou vacinação.
A BA.3.2 foi identificada pela primeira vez em uma amostra respiratória coletada na África do Sul, em novembro de 2024. Nos Estados Unidos, o primeiro registro ocorreu em junho de 2025, em um viajante vindo da Holanda. Depois, a variante também foi encontrada em amostras clínicas, águas residuais e resíduos de aeronaves. Até 11 de fevereiro de 2026, o CDC havia detectado a linhagem em amostras de esgoto de 25 Estados, além de cinco pacientes e quatro viajantes.
Na Europa, as detecções semanais cresceram entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 e chegaram a cerca de 30% das sequências reportadas na Dinamarca, na Alemanha e na Holanda. Mesmo assim, o CDC afirmou que a incidência geral de covid-19 nesses países não ficou substancialmente acima da observada em anos anteriores.
A Organização Mundial da Saúde classifica a BA.3.2 como variante sob monitoramento. Segundo a entidade, não há, até agora, dados clínicos ou epidemiológicos que indiquem maior gravidade, mais hospitalizações, mais mortes ou perda relevante da ação dos antivirais. A OMS avalia que o risco adicional da linhagem é baixo em relação às outras variantes de ômicron em circulação.
Os sintomas seguem o padrão conhecido da doença, incluindo dor de cabeça, tosse, dores musculares e falta de ar.