Opinião: No palco, o protagonista é Gaguim. Ao fundo, só restou a cadeira da plateia de Vicentinho

Por José Júnior – Se alguém ainda nutria a ilusão de que Vicentinho teria espaço como candidato majoritário da União Progressista, o evento desta semana tratou de encerrar o capítulo. O palco foi montado, os nomes foram anunciados, as luzes se acenderam — mas o microfone nunca chegou até ele.

Enquanto Dorinha foi confirmada como candidata ao governo e Gaguim foi oficializado para o Senado, Vicentinho só assistiu, discreto, como quem espera ser chamado para dançar e percebe que a música acabou sem tocar seu nome.

E não foi por acaso. Antônio Rueda, presidente da federação, não apenas colocou Gaguim como aposta principal, mas ainda fez questão de cravar a confiança anunciando a própria irmã, Mila Rueda, como suplente. Um recado direto: aqui, a escolha já foi feita.

Nos bastidores, o áudio de Dorinha reforça a lógica fria da disputa: não há paixão, não há afeto — só cálculo. E nesse cálculo, Vicentinho sobra. Pode até posar para foto, apertar mãos e sorrir para as câmeras, mas já não faz parte da equação que decide.

O silêncio sobre seu nome foi ensurdecedor. O mesmo silêncio que costuma preceder o fim de festa. E, dessa vez, quem saiu com a chave da casa foi Gaguim.

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