Imposto Gospel? Apologista critica igrejas que usam eventos para aumentar arrecadação

Foto: (DircinhaSW/Getty Imagens)

Em vídeo recente publicado no canal do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) o apologista, pastor João Flávio, faz duras críticas a igrejas que utilizam de eventos para tão somente aumentar a arrecadação financeira.

O apologista começa o vídeo comentando a polêmica recente envolvendo uma famosa igreja que foi denunciada nas redes sociais sob a acusação de cobrar taxa pelo batismo. Sem se omitir, ele afirma que o batismo é uma expressão pública da fé cristã e deveria ser patrocinado pela igreja, como parte da missão de discipular e acolher novos convertidos.

“O batismo não é abadá de carnaval”, critica. “É um símbolo da fé, e cobrar por ele é escandaloso”.

Ele destaca que igrejas não devem seguir o modelo da Igreja Católica, que tradicionalmente cobra por sacramentos como batismo e casamento. Segundo ele, no contexto protestante e evangélico, eventos como batismos, ceias e casamentos deveriam ser gratuitos e organizados com recursos da própria comunidade.

A prioridade, segundo ele, deve ser a preservação do simbolismo espiritual e o acolhimento do novo crente, e não a arrecadação de valores.

A crítica se estende a outras práticas comuns em algumas igrejas, como cobrança de ingressos caros para eventos, áreas VIP em cultos. Ele chama esse movimento de “mercantilização da fé”, comparando-o ao sistema tributário brasileiro:

“A pessoa já paga imposto para tudo no Brasil, até para respirar. Aí ela vai na igreja, dá dízimo, dá oferta e ainda tem que pagar pra ser batizada? Isso é uma afronta ao evangelho!”

Ao encerrar sua análise, o pastor lamenta o caminho que parte da igreja brasileira tem seguido, comparando-o ao desvio ético da política nacional:

“É corrupção teológica. A igreja virou negócio, e o povo de Deus virou cliente.”

Ele conclui com um apelo por oração, dizendo que “tempos piores virão” e que os escândalos são sinais dos “princípios das dores” previstos por Jesus nos últimos dias.


Assista ao vídeo completo:

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