Com nome em ascensão, pastor Jaime Pires é alvo de denúncias envolvendo dívidas de IPTU

Processo de execução fiscal e acusações anônimas geram desconforto em meio à disputa pela presidência da convenção pentecostal no Pará

O pastor Jaime Fernandes Pires, atual 6º vice-presidente da COMIEADEPA (Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Pará), tornou-se alvo de denúncias e questionamentos às vésperas do processo eleitoral da convenção, marcado para novembro de 2025, em Belém.

Pires deve enfrentar nas urnas o atual presidente interino, pastor Océlio Nauar, que assumiu o cargo após a renúncia do líder anterior e tem mantido proximidade com o grupo político do atual Governo do Pará.

Com o nome em ascensão entre parte dos ministros filiados, Jaime Pires teve sua pré-campanha marcada por dois episódios que vêm sendo usados por adversários como instrumento de desgaste. O primeiro é um processo de execução fiscal movido pela Prefeitura de Belém, relacionado a débitos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e taxas municipais. A dívida, registrada em Certidão de Dívida Ativa (CDA), inclui correção, juros e multa.

O segundo episódio envolve uma denúncia anônima publicada por um site gospel nacional, que atribui à pré-campanha de Pires supostos vínculos com uma gestão municipal do interior paraense. A publicação cita, sem apresentar provas, uma possível doação no valor de R$ 500 mil. Nenhuma autoridade oficial confirmou a existência da transação ou vínculo direto com a campanha.

Nas redes sociais, o pastor respondeu com um apelo por respeito entre os concorrentes. “Peço que todos estejam em oração, para que tenhamos um trabalho limpo, sem injúria, sem ofensa, sem difamação”, declarou em vídeo divulgado pouco após o início das especulações.

Com mais de 30 anos de ministério, Jaime Pires é reconhecido por sua atuação na formação de obreiros e na organização de eventos regionais da Assembleia de Deus. Seu nome tem ganhado respaldo entre líderes e membros de igrejas do interior do Pará.

Segundo dois presidentes de convenções regionais ouvidos pelo JM Notícia, o pastor mantém conduta e vida ilibadas, em consonância com os princípios ensinados por Paulo ao jovem Timóteo. As lideranças evitaram se posicionar oficialmente sobre a eleição, mas reforçaram a importância de um pleito equilibrado e respeitoso.

A assessoria de Jaime Pires ainda não se pronunciou oficialmente sobre o processo fiscal ou sobre a publicação com as acusações. O espaço segue aberto para manifestação.

Em 2022, quase metade dos imóveis em Belém estavam com IPTU em atraso

Segundo levantamento, 48% dos contribuintes não pagaram o imposto dentro do prazo; Sefin alerta para riscos e penalidades

Um levantamento divulgado pelo portal O Liberal apontou que, em 2022, cerca de 48% dos proprietários de imóveis em Belém não pagaram o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) no prazo estipulado pela Prefeitura. O dado reforça um cenário de alta inadimplência fiscal na capital paraense, que afeta diretamente a arrecadação e a capacidade de investimento do município.

O índice é considerado elevado pela Secretaria Municipal de Finanças (Sefin). Segundo a titular da pasta, Kárita Rodrigues, o comportamento é frequente, mas prejudicial à saúde fiscal da cidade. “A inadimplência não é normal, mas é comum. O imposto municipal costuma ser a última preocupação do contribuinte. Muitos, inclusive, deixam para quitar suas dívidas só quando precisam vender o imóvel, por exemplo”, afirmou.

Além da perda do desconto por pagamento antecipado, o contribuinte inadimplente perde o acesso à certidão negativa de débitos, documento exigido em diversas operações legais e negociações imobiliárias. Também corre o risco de ter o nome negativado no sistema de cadastros municipais.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

VEJA MAIS NO JM